| Cordel |
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| Escrito por Dr. Miguel Coelho | |||
| Sex, 26 de Outubro de 2007 14:00 | |||
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Renato Rolim me diga Por que o senhor é assim? I Seja gentil e responda Sim ou não ou não ou sim Se realmente você é Jacaré ou Bacurim Se também é bom de briga Renato Rolim me diga Por que o senhor é assim? II Magro véi e confuzeiro Parecendo um mucuim Quando tava na escola Escondia o boletim E era o rei das lombriga Renato Rolim me diga Por que o senhor é assim? III “Vagabundo e abestado” Disse isso para mim Eu então fiquei calado Com a cabeça fiz que sim Sem bunda e sem barriga Renato Rolim me diga Por que o senhor é assim? IV Um certo dia lá na praça Começou o estopim Apareceu um pobre homem Oferecendo gergelim Ele fez logo uma intriga Renato Rolim me diga Por que o senhor é assim? V Não precisa de viagra Muito menos de amendoim É magro desde menino Não engorda de ruim Em pé parece espiga Renato Rolim me diga Por que o senhor é assim? VI Certa vez se engasgou Comendo muito aipim Depois de muitos exames Tinha dado o cupim E umas seiscentas bexiga Renato Rolim me diga Por que o senhor é assim? VII Chamou um homem de burro E mandou comer capim O pobre homem pensava Que fosse um mandarim Aí alguém disse: “não liga” Renato Rolim me diga Por que o senhor é assim? VIII Detesta um instrumento Violino ou bandolim Parece um macarrão Espaguete talharim Não pode ouvir cantiga Renato Rolim me diga Por que o senhor é assim? IX Quando ainda era católico Até rezava em latim Hoje briga com a peste Com os anjos querubim Onde chega fazem figa Renato Rolim me diga Por que o senhor é assim? X Na segunda grande guerra Quase entra em Berlim Aí um moleque gritou: - Sai daí assobio de soim. Voltou cheio de fadiga Renato Rolim me diga Por que o senhor é assim? XI No braço ele usa uma fita Nosso Senhor do Bonfim Um charme especial Quando se veste de brim Da construção cai uma viga Renato Rolim me diga Por que o senhor é assim? XII Conhece todas as artes Da aquarela ao nanquim Sabe tudo de tecido Popeline e cetim Já estou numa urtiga Renato Rolim me diga Por que o senhor é assim? XIII Não gosta de carnaval Colombina arlequim E não come quase nada Nem sequer um pudim Diferente de formiga Renato Rolim me diga Por que o senhor é assim? XIV Certo dia lá numa moagem Foi puxar um alfenim Não soube puxar direito E ficou só um taquim Não deu nem pra uma mendiga Renato Rolim me diga Por que o senhor é assim? XV A brincadeira acabou Toda mentira tem fim Dileto amigo Renato Você, flor do meu jardim, Sua mão bondosa e amiga Renato Rolim me diga Por que o senhor é assim?
Produzido por:Dr. Miguel Coelho
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