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Por Vanessa
| A praça e o poder |
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| Escrito por Silvani Soares | |||
| Sex, 26 de Outubro de 2007 14:00 | |||
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No mundo inteiro as praças ocupam grandes espaços nos centros das cidades e todas com o marco da história, seguem sua magnitude. Dentre as maiores do mundo está a Praça Celestial, em Pequim, símbolo do país e conhecida pelo protesto dos estudantes em 1989. O curioso neste ranking é que não há referência para Colômbia e Estados Unidos, por isso não se incluem como fonte de inspiração para os gestores do continente. Quem sabe a praça dos três poderes em Brasília, onde se concentram as decisões políticas no país e pelo principal acesso à Esplanada dos Ministérios. Podemos constatar a sua importância e com orgulho estarmos à frente da Praça Vermelha, em Moscou, do símbolo do catolicismo que é a Praça de São Pedro, no Vaticano, e dos nossos eternos rivais na Praça de Maio, em Buenos Aires. Desde os primórdios, as praças sempre foram cantadas em verso e prosa no Brasil. No carnaval “A praça é do povo como céu é do avião”, e pelos embalos da jovem guarda com o ‘Príncipe’ Ronnie Von num período de romantismo que marcou uma geração... “Sempre eu vou lembrar / Do nosso banco lá da praça / Foi lá que começou / O nosso amor”. No Brasil, o conceito de praça é popularmente associado às idéias de verde de ajardinamento urbano, mas um pouco descaracterizado na atualidade. Muitos contestam quando se discute a reconstrução de praças, e há quem afirme não existir negócio melhor no Brasil do que uma boa e, se possível, gigantesca obra pública. Atribuem o resultado a amigos no governo, um lobista eficiente no Congresso e um estoque de malas e envelopes de apoio. Os lucros são vultosos para quem se habilita no ramo, mais fácil ainda quando tem construtoras. Enquanto isso, fica o contribuinte na dúvida ao ver nas placas apenas a qualidade da obra, em detrimento do preço e prazo, itens específicos em qualquer licitação. Além disso, é o dinheiro de impostos que deveria estar priorizando outros setores para minimizar a pobreza, mas acaba rateado entre obras já existentes. Não é crítica de pessimista, mas uma constatação que reforça a tantas outras opiniões. Será que não teríamos outras prioridades como combater analfabetismo, transformar a agricultura em fonte de renda, desenvolver o turismo sustentável, investimento na saúde e tantos outros problemas que precisam ser discutidos com o aval participativo da sociedade? É natural que todo gestor quer se popularizar com sua marca, mas a população contemplará o resultado da obra com sabedoria sem abrir mão dos questionamentos. O que vai melhorar em nossas vidas com tais reformas? Silvani é Bancário e radialista
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