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[14/02/09] - Uma carta de amor E-mail
Escrito por Hildernando Bezerra   
Sáb, 14 de Fevereiro de 2009 00:00

Numa noite qualquer, num grande Hospital Infantil, Célia aguardava ansiosa, notícias da cirurgia a que fora submetido seu filho Joel. Era sua última esperança, diante da gravidade do caso. O cirurgião foi enfático: “Sinto muito, fizemos o possível, mas não pudemos salvá-lo.” Célia não se conteve: “Por que as crianças têm que ter câncer? Por que Deus não olha para elas? Onde estava Deus, quando meu filho precisou dEle?”. O cirurgião lhe explicou: “A enfermeira a levará para ficar alguns minutos com seu filho, antes de levarem o corpo para a Universidade!”.

Célia abraçou Joel, beijou-o, acariciou-o, sob o olhar da enfermeira que lhe perguntou se queria guardar alguns fios de seu cabelo. Célia acenou com a cabeça que sim. A enfermeira cortou uma mecha, pôs numa bolsinha de plástico e lhe deu. Enquanto acariciava o filho, Célia explicava à enfermeira: “Foi vontade do Joel doar seu corpo para estudos na Universidade. Foi seu desejo. A princípio, discordei, mas ele me disse: Mamãe, eu não o usarei, depois que morrer, mas talvez ajude outra criança a desfrutar dias ao lado de sua mãe. Meu Joel tinha um coração de ouro, sempre se preocupava com os outros, queria ajudá-los de alguma forma”.

Uma carta de amor I

Célia deixou o Hospital Infantil onde permanecera, ao lado do filho, pelos últimos seis meses. Foi difícil dirigir até em casa, em meio às lágrimas. No quarto de Joel, arrumou os brinquedos na cama e chorou até dormir. E durante o sono sonhou. Sonhou que, sob o travesseiro, havia um envelope e que, ao abri-lo, continha uma carta, que dizia:

“Querida mamãe,
Sei que você deve sentir minha falta, mas não pense que a esqueci só porque não estou aí para lhe dizer LHE AMO. Algum dia, nos veremos de novo. Se você quiser, para não ficar sozinha, você pode adotar outro menino. Ele poderá brincar com meus brinquedos. Se for uma menina, você terá que comprar outros brinquedos para ela, mas poderá doar os meus para uma criança pobre. Não fique triste quando pensar em mim, porque estou num ambiente grandioso. Os anjos já me levaram para ver lugares lindos. Adoro vê-los voar! Levaram-me para ver Jesus. Ele me conduziu à presença de Deus, e Ele me tratou como se eu fosse uma pessoa importante. Eu Lhe pedi para lhe escrever esta carta. Ele me autorizou, me deu papel e Sua caneta pessoal. Deus me pediu para lhe responder o que você perguntou: “Onde estava Deus quando meu filho precisou dEle?”. Deus disse: no mesmo lugar de quando Jesus estava na cruz. Bem pertinho, como sempre estou, ao lado dos meus filhos!”. Esta noite, estarei à mesa, com Jesus.

Ah!, mãe. Ia esquecendo dizer. Não sinto mais dor. O câncer foi embora. Como Deus não mais me quis ver sofrendo tanto, mandou um anjo me buscar. O anjo me disse que sou uma pessoa muito especial. Amamos você.
Deus, Jesus e Joel.

Nota do colunista: O texto acima me foi enviado pelo amigo Bêu Paulino, por email. Pedi-lhe permissão para reprisá-lo, em Caminhos, o que o fiz com alguns retoques. Obrigado.

 

Comentários  

 
#2 Visitante 11-11-2009 07:42
qual e o nome da musica , no e mail da carta de amor sobre celia e seu filho canta uma musica maravilhosa alguem sabe o nome? por favor quero muito saber obrigada :-)
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#1 Visitante 02-09-2009 12:25
que sofrimento Célia passou !
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