| [19/09/09] - Sobre a Ciência Econômica (Parte I) |
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| Escrito por Wagner Carvalho |
| Ter, 22 de Setembro de 2009 00:00 |
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“A economia só será viável se for humana, para os seres humanos e pelos seres humanos”. (João Paulo II) Caros(as) leitores(as), por que existe a ciência econômica? De que trata a economia? O quê é e como funciona uma bolsa de valores? Em que o cambio interfere nas nossas vidas? Bem, essas são perguntas que são importantes (ou pelo menos deviam ser), na vida de cada um de nós, pois a economia, como a própria etimologia (estuda a origem das palavras) já designa, é o estudo de como organizar a casa; mas, que casa? O termo casa aqui tem um sentido mais geral, de como organizar o espaço de convivência dos seres humanos englobando desde a obtenção dos recursos materiais disponíveis até a distribuição destes recursos entre as pessoas. Bem, mas voltando à pergunta inicial, por que então existe a ciência econômica, a economia? Ora, a existência da economia passa por uma constatação básica e por uma pergunta fundamental, vamos a elas na ordem em que foram colocadas. A constatação básica é a de que os recursos são limitados! Simples assim... Como os desejos humanos são ilimitados torna-se fácil concluir que não haverá recursos naturais para todos na medida em que os mesmos são desejados, pois os mesmos são insuficientes para suprir uma demanda infinita. Segundo Lester Brown, fundador do WWI - Worldwatch Institute e do EPI - Earth Policy Institute a megalópole, (que já está sendo chamada de capital mundial do lixo), produz entre 11.000 e 13.000 toneladas diárias de lixo, o que dá impressionantes 3 kg de lixo per capita; se considerarmos uma média de 4 pessoas por família, teremos que New York produz 12 kg de lixo por família... Todos os dias! Agora considere um reboque com capacidade para 20 toneladas de lixo, e precisaremos de 500 desses caminhões para transportar o lixo da cidade todo santo dia, e se esses caminhões fossem enfileirados cobririam 14 quilômetros de extensão. Alguns locais que recebem o lixo da giga-metrópole ficam a impressionantes 500 quilômetros de distância, algo como levar o lixo de Iguatu (lembre-se, todos os dias!) e depositá-lo em, uma cidade distante, algo assim como... Campina Grande-PB!!!! A conta obedece a óbvias limitações físicas; se os Estados Unidos consomem 25% da energia mundial o resto do mundo não vai poder consumir igualmente não é mesmo!? Vamos agora considerar que no mundo existam aproximadamente 195 países (esse é o número após a declaração de independência do Kosovo; mas lembrem-se, essa conta não é muito simples de se fazer, pois se adotarmos a ONU como referência teremos países que existem, mas não fazem parte da mesma, como o Estado do Vaticano). Ora, se 01 país consome 25% ficam 75% para dividir para 194, e concluímos sem dificuldade que a conta não fecha, muitos vão consumir menos para que um consuma mais. Algumas considerações já podem, portanto, serem feitas à respeito das considerações iniciais; a economia existe porque existe a escassez, ou seja, não existe tudo para todos na medida dos desejos humanos, logo os recursos disponíveis precisam ser alocados (utilizados) da melhor forma possível. Mas, dissemos no início da coluna que, passada a constatação básica de que os desejos humanos são do ponto de vista econômico, insaciáveis, enveredamos por outra seara, que é a da pergunta fundamental. Se assim é, como utilizar, (recomendo o excelente, porém técnico, The Price System & Resource Allocation – na edição em português, O Sistema de Preços e a Alocação de Recursos) os recursos disponíveis? Ah, essa é realmente a pergunta a ser feita, porque para ela existem duas respostas; já sabem quais são? Bem, existe a resposta do capitalismo, que poderíamos, de forma bem técnica, explicitar assim: “Quem for podre que se quebre!”. E temos uma alternativa, a resposta do socialismo, que poderíamos resumir como “dar a cada um conforme suas necessidades”. Certa vez, assisti no desenho animado infantil dos Estúdios Disney Mogli: o Menino Lobo (bem, Walt Disney não deve ser utilizado como exemplo, pois sua biografia tem a mancha do dedodurismo com que denunciou companheiros artistas ao FBI – Federal Bureau of Investigation – mas vamos usá-lo mesmo assim) acusando-os de atividades comunistas), uma música que dizia: “(...) necessário, somente o necessário; é extraordinário, é demais. Necessário, somente o necessário, e assim na minha vida eu sigo em paz”, que, de certa forma criticava o consumo exagerado. Próxima semana concluiremos o assunto falando um pouco das características dessas duas alternativas para responder à pergunta fundamental da economia. Fiquem com Deus e bom final de semana! |





Comentários
Já cairam três pessoas dentro:duas crianças e um homem.
As pessoas da rua estão todos com raiva de você porque você já fez a inaguração sem ter terminado de cobrir.
Leia Von Mises e verá que Marx é uma besta quadrada e só engana quem não tem a menor noção de realidade, inclusive histórica.
Outra pergunta: Quem dirá qual a minha necessidade ? Alguém do Partido ? Comunismo é aceitar que todos são iguais mas uns mais iguais que outros.
Indique a leitura de "A Revolução dos Bichos". É mais útil !
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