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Por Vanessa
| Deputados querem punição para motorista que dirigir embriagado |
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| Escrito por Rogério Gomes de Fortaleza | |||
| Sex, 09 de Maio de 2008 14:00 | |||
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A medida do governo federal, em vigor desde fevereiro passado, que proíbe a venda de bebidas alcoólicas nas estradas federais pode também ser estendida para as rodovias estaduais. A mudança foi um dos temas debatidos na Assembléia Legislativa, última quinta-feira, durante uma audiência pública que reuniu representantes de bares e restaurantes, Polícia Rodoviária Federal e parlamentares.
O presidente da Comissão de Viação, Transporte,
Desenvolvimento Urbano e Interior da Assembléia Legislativa, Téo Menezes
(PSDB), vai reunir a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) e
o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) para discutir
com o Ministério dos Transportes propostas de ações de fiscalização e
conscientização. O presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Augusto Mesquita, disse que a medida prejudica o setor que emprega seis milhões de trabalhadores no Brasil e que tem um faturamento correspondente a 2,4% do PIB nacional. “Além disso, a MP coloca em risco a liberdade de escolha do cidadão”, ponderou o empresário. O deputado Téo Menezes afirmou que não é contra nem a favor de que se vendam bebidas alcoólicas nas rodovias, mas é a favor dos cidadãos que trabalham em comércios que vendem bebidas e que dependem desse emprego para sustentar sua família. Para o deputado, caso essa Lei comece a vigorar também para as rodovias estaduais, como querem alguns parlamentares, os estabelecimentos da Avenida Washington Soares, em Fortaleza, que vendem bebidas, por exemplo, terão uma redução da necessidade de funcionários que sobrevivem atualmente desses empregos. Os deputados Manoel Castro (PMDB) e Gony Arruda (PSDB) saíram em defesa dos donos de bares e restaurantes. Para os parlamentares, a MP causa danos econômicos e sociais à população que vive do comércio nas estradas. Eles sugeriram que a fiscalização deve ser feita com mais ênfase entre os motoristas, e não junto aos comerciantes. “Temos que repreender o infrator e não os estabelecimentos”, defendeu Manoel de Castro. “A medida está desempregando pais de família. Temos que aparelhar os órgãos fiscalizadores para punir os motoristas que bebem e pegam as estradas”, completou.
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