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| AL discute proposta de reajuste salarial |
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| Escrito por Rogério Gomes de Fortaleza | |||
| Sex, 20 de Junho de 2008 14:00 | |||
![]() O deputado Heitor Ferrer disse que se o governador desse 100% de aumento, ainda seria pouco para cobrir perdas salariais Nelson Martins disse que as negociações ainda não foram fechadas e o governador Cid Gomes receberá os servidores. Ele afirmou ainda que pode haver aumento do percentual de reajuste 5,89%, oferecido pelo governo, e que a proposta final chegará à AL até o início de julho, pois tem que ser votada antes do dia 10 para que o aumento seja incluído na folha de pagamento. O presidente da CUT no Ceará, Jerônimo Nascimento, disse que a reivindicação dos servidores, que pedem reajuste de 25%, inclui perdas salariais de governos anteriores. “5,89% só cobre a inflação anual”, disse ele, afirmando que as negociações continuam e uma paralisação ainda não está em debate. O coordenador geral do Sindicato dos Servidores (Mova-se), José Airton Lucena, não descartou a realização de greve, mas afirmou que “a proposta agora é a de uma vigília para tentar sensibilizar o governo”. Para o deputado Artur Bruno, que pediu a audiência, em governos passados, houve muitos investimentos e crescimento da economia, mas isso não foi repassado aos servidores. “Há perdas históricas e a reivindicação pela criação do plano de cargos de carreiras. O atual governo promoveu grandes melhorias como a Mesa Permanente de Negociação, mas ainda é insuficiente e temos que ampliar o diálogo para melhorar o reajuste”, afirmou ele. A oposição cobra índices melhores de reajuste. O deputado Adahil Barreto (PR) disse que o governo precisa ter clareza e mostrar aos servidores quanto pode dar. “Estudei o orçamento e os limites legais e acho que o governo pode dar mais. O reajuste deve ser de pelo menos 8%”, afirmou. “Quero saber o que o governo vai fazer com R$ 2 bilhões para investimentos. Tem que chegar uma parte aos servidores”, destacou Adahil. O deputado Heitor Férrer (PDT) ressaltou que “se hoje o governador desse 100% de aumento ainda era pouco para cobrir perdas salariais”. Na opinião do coordenador de Orçamento do Estado, Carlos Eduardo Sobreira, o reajuste já é discutido há três meses e o índice de 5,9% não é definitivo. “Este é o ponto de partida e estamos trabalhando para ver as possibilidades do Estado”, disse Sobreira, lembrando que os gastos são limitados por lei. “Haverá aumento diferenciado para policiais e professores universitários, regularização de agentes de saúde e novos concursos e chegar perto do limite previsto pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) seria irresponsabilidade”, concluiu.
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