Nós poderíamos ser os cubanos

28/07/2021

Há pouco, vimos os nossos irmãos cubanos em protestos, exigindo liberdade. O povo quer ser livre! E essa liberdade só virá com o fim do socialismo, como o amigo leitor bem deva supor. É uma obviedade. O que não é sensato é ainda ver, aqui no Brasil, que ainda há uma massa incontável de gente que defende tal regime.

Não sei a razão, honestamente, para tal apoio. Não sei se é falta de leitura; se é pura ingenuidade ou qualquer coisa que o valha. O fim último do socialismo – onde, aqui, o Estado é o interventor – é o comunismo – onde, nesse, o Estado se dissolve e, nisso, tudo é de todos, digamos assim. O problema, meu caro leitor, é que, em ambos os casos, não há como aferir valor sobre o que se produz. Não se pode chegar a uma conclusão satisfatória sobre como se conduziria satisfazer a todos, se cada indivíduo demanda a sua própria necessidade. Tratar comunidade não é o mesmo que tratar casos específicos, ora bolas!

Enfim, deixemos de lado a incapacidade inerente ao socialismo e ao comunismo. Não pretendo ser didático na questão econômica falível desse sistema, tampouco apontar as outras inúmeras incongruências de tais vis ideologias. Felizmente, vivemos no capitalismo, onde temos a liberdade de comprar e vender. Nossos amigos, lamentavelmente, não tiveram a mesma sorte, posto que estão sobre o vergonhoso regime supracitado.

Que o amigo leitor possa sentir-se feliz em saber que, apesar das intempéries e das crises que atravessamos ao longo dos tempos, e que apesar de sermos um país ainda em desenvolvimento, tudo poderia estar muito pior se não tivesse havido a intervenção de 1964. Talvez, muito provavelmente, estaríamos vivendo em condições similares as de países como Cuba e Venezuela.

A educação brasileira fez um enorme desfavor aos jovens: a de contar a história apenas pelo viés doutrinário oriundo do esquerdismo falacioso que nos governou por dezenas de anos. Eis o motivo de tantos jovens, que não leem nada ou, quando muito, pouco, serem defensores de ideias descabidas como a socialista.

Os poucos que não se deixaram enganar, tiveram de aprender por conta própria, buscando fontes em livros que não eram divulgados de maneira nenhuma pelos livros didáticos da época. Todos conhecem Karl Marx, ainda que minimamente, mas poucos ouviram falar em Adam Smith. E isso não parece causar nenhum desconforto a eles, afinal, a ideia era precisamente essa: a de ascender apenas uma via… Nem preciso dizer qual seria essa via, não é mesmo, meu caro leitor?

Como o hilário ET Bilu, lhe digo: Busque conhecimento!

 

Cauby Fernandes é contista, cronista, desenhista e acadêmico de História

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