Márcia Elândia e Cícera Vieira conquistam pódio na Ultramaratona da Fé

24/10/2025

“A pior parte foi a largada. Saímos de Maranguape às 15h com sol de rachar, mas conseguimos superar a cada passo. Depois foi sentir a noite chegando, a brisa e também a escuridão. Não tinha luz. A luz das lanternas era nossa guia”, contou a corredora e agora ultramaratonista Cícera Vieira, 49, que ao lado da amiga Márcia Elândia, 57, mostraram superação e resistência durante a participação delas na “Ultra da Fé”. Elas fizeram o percurso mais longo de 100km, entre as cidades de Maranguape até Canindé.

Esse tipo de prova é voltado para atletas que buscam superar desafios físicos e mentais, aliada até mesmo à fé e espiritualidade. “A gente ia se apegando, dávamos um pique, depois reduzíamos a passada. E nesse ritmo chegamos até o final. Por volta do quilômetro 70, torci o pé, mas fui calada, mesmo sentindo, não disse nada a Márcia, mais perto do final, avisei, mesmo assim seguimos até o final”, pontuou Cícera, emocionada com a conquista. “A gente tinha 17 horas para cumprir todo o percurso, mas fizemos em 13h37 os 100km. Eu fiquei em terceiro lugar geral e dona Márcia em segundo. Nem que chegasse lá faltando um segundo para as 17h, a gente ia até o fim”, disse Cícera.

Márcia Elândia, moradora do Distrito de José de Alencar, corre há pelo menos 16 anos. Sempre participa de corridas pela região e até mesmo fora. Mas uma das metas era fazer essa prova de 100km, e conseguiu. “Tive que parar um tempinho sem correr, mas foi por questão de problemas de saúde, mas voltei e foi com todo pique. Essa prova foi além da resistência, a força de nós mulheres. O quanto somos capazes. Fomos daqui de Iguatu uma equipe com sete atletas, sendo nós duas de mulheres. Por lá enfrentamos outras vinte guerreiras, e ficamos ainda no pódio, eu em segundo e Cícera, terceiro, ainda sofri uma queda, arranhei o joelho, mas não me impediu de chegar até o fim”, ressaltou Márcia Elândia.

“Ela é muito competitiva, falava em pódio, eu dizia, Márcia, vamos rezar para chegar pelo menos dentro do tempo. Ela com espírito de competidora, dizendo que a gente ia ser pódio. E não, é que depois a gente ia passando por todo mundo, a gente ia deixando o povo para trás. Passando não só as mulheres, mas também uma ruma de macho. E fomos pódio no final. Realmente o momento é só agradecer”, complementou Cícera, falando também das renúncias e superações que tiveram que enfrentar para conquistar essa vitória principalmente pessoal, para cada uma.

Sem parar

E quem disse que elas pararam por aí. Depois que voltaram continuam treinando, Cícera se prepara para novas provas até o final do ano, assim como Márcia que vai correr na 100ª edição da Corrida de São Silvestre, em São Paulo.

As duas atletas iguatuenses, agora de ‘três dígitos’, correram pela primeira vez a Ultra da Fé, conquistando o pódio desejado por outras atletas que já participaram outras edições da competição. Além da medalha, conquistaram dois troféus, cada. “Nós corremos não representando grupo, assessoria nada, corremos levando o nome da nossa cidade, representando a mulher iguatuense”, complementou Cícera, agradecendo ao estafe, que deu apoio durante toda a prova e foi fundamental para hidratação e também segurança em todo o percurso.

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