Na última quinta-feira, 4, o Ministério Público do Ceará esteve em Quixelô com apoio da Polícia Civil. A Operação Aratrum deflagrada pela Promotoria de Justiça de Quixelô investiga o suposto superfaturamento em contratos para uso de máquinas pesadas pela Prefeitura daquela cidade. Três prisões foram efetuadas de forma temporária: os secretários de Finanças e o de Agricultura, afastados das funções por 180 dias, um empresário de locações que mantinha contratos com a prefeitura Municipal se apresentou à Polícia Civil em Fortaleza.
A ação foi autorizada pelo 2º Núcleo de Custódia e Garantias de Iguatu. O MPCE e a PC cumpriram ainda seis mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos agentes públicos, empresários e empresas investigadas nas cidades de Canindé, Quixelô e Itapiúna. A operação apreendeu documentos e equipamentos eletrônicos que serão analisados pelo MP do Ceará. Segundo a assessoria do MPCE, os investigados poderão responder pelos crimes de peculato, falsidade ideológica e associação criminosa.
Os contratos celebrados pela Prefeitura de Quixelô com as empresas alvos da operação ocorreram entre os anos de 2021 e 2025 somando R$ 3.794.214,91, conforme a investigação do MPCE.

Silêncio
O prefeito Adil Júnior está de licença do cargo por dez dias desde o dia 1º de dezembro. Não houve ainda qualquer manifestação da Prefeitura sobre a operação.



0 comentários