IFCE Cedro tem artigo aprovado em Conferência Internacional

27/12/2025

A aluna do curso EAD Técnico em Administração Jadienne Costa Silva e os professores Rodrigo Ábnner (campus Cedro) e Amanda Conrado (campus Guaramiranga) tiveram o trabalho “Innovation environment on creative economy observatories in Brazil” (Ambiente de Inovação em observatórios de Economia Criativa no Brasil) aprovado na conferência Entreprendre par l’art : subjectivités, contextes et dynamiques collectives (Jornada de Estudos – Empreendedorismo através da arte: subjetividades, contextos e dinâmicas coletivas), na Universidade de Paris Nanterre – França, o qual vai ocorrer em 26 de janeiro de 2026.

O tema geral do evento é o empreendedorismo através da arte e suas relações com emoções, contextos, colaboração e impactos sociais.

O objetivo geral do artigo é o de apresentar como ocorrem os processos de inovação aberta em decorrência da relação entre o Observatório Cariri de Economia Criativa e de atores institucionais, no ambiente de inovação.

Segundo a aluna, “Ter o nosso trabalho aprovado em um evento internacional é uma realização que ultrapassa tudo o que eu imaginava para minha trajetória no ensino técnico. É gratificante poder representar o IFCE e ver que a pesquisa que nasceu no PIBIC Jr alcançou um espaço tão significativo. Essa conquista reforça o quanto a educação pública transforma vidas e abre caminhos que antes pareciam impossíveis”.

Para o professor Rodrigo Ábnner, “É muito importante estimular a pesquisa no nível técnico no IFCE para que possamos lograr conquistas como essa. Ressaltamos também a importância da parceria com o campus de Guaramiranga, na figura da professora Amanda Conrado, bem como a parceria que temos com o professor Christian Makaya (também co-autor do estudo) e da Ascencia Business School, em Paris”.

Segundo a professora Amanda Conrado, a atuação de servidores e alunos em rede, internamente e externamente, é um fator que deve ser incentivado pela instituição pois os resultados podem ser surpreendentes. “No IFCE temos um corpo de servidores muito qualificados e alunos com potencial, esta combinação, quando bem direcionada traz resultados relevantes cientificamente e até economicamente”, afirmou a docente.

 

 

Inteligência Artificial no diagnóstico de Alzheimer

 

A doença de Alzheimer é uma condição neurodegenerativa progressiva, que atinge a memória, o comportamento e a autonomia das pessoas. Não tem cura, mas o tratamento pode contribuir para redução do ritmo da perda de capacidades e proporcionar uma melhor qualidade de vida a quem convive com a doença. Segundo o Ministério da Saúde, nos estágios graves, o cuidado precisa ser ainda mais presente e o acesso a medicamentos eficazes se torna um aliado fundamental. Para ajudar na detecção da doença, a tecnologia é um forte aliado.

No IFCE Cedro, foi produzido o artigo “Identificação de alterações em exames de ressonância magnética por meio de Segmentação de imagens para detecção da Doença de Alzheimer”, cujos autores são os alunos Amanda do Nascimento Correia, Daniel Teixeira da Silva, Francisco Erivando Bezerra Barbosa, Maria Danielly Benício de Araújo e os professores Francisca Jamires da Costa e Michael Lopes Bastos.

O trabalho foi apresentado no Encontro de Iniciação Científica e Tecnológica (Enicit), realizado de 18 a 19/11 de 2024, em Fortaleza, por meio da submissão de um resumo simples derivado deste artigo. Durante a apresentação, foram abordados os principais conceitos sobre a Doença de Alzheimer, o papel do processamento digital de imagens no diagnóstico, além das duas ferramentas utilizadas no trabalho – Roboflow e Ultralytics YOLOv8. Também foram expostas imagens representativas dos resultados obtidos, evidenciando o desempenho do modelo e a evolução da acurácia.

A produção é fruto de um trabalho da disciplina de Processamento Digital de Imagem, do quarto semestre do curso de Sistemas de Informação e é ministrada pelo professor Michael Lopes Bastos. De acordo com o docente, a expectativa é que o assunto possa ser novamente discutido e um novo trabalho possa ser produzido pelos alunos”. A gente busca sempre incentivar que isso aconteça, até por meio de projeto de pesquisa, para que a gente possa ampliar esses projetos, desenvolver artigos, patentes no futuro”, afirma o docente.

Segundo a aluna Amanda Correia, “O interesse surgiu por experiências pessoais. Pois um dos integrantes (Maria Danielly) possui um familiar que possui a doença. Além disso, entendemos a relevância da temática, tendo em vista que o Alzheimer é um grande desafio na saúde pública. Dessa forma, o tema despertou a curiosidade nos membros da equipe para entender de que modo a tecnologia pode influenciar e auxiliar nesse contexto”, destaca Amanda.

Amanda apresentou o artigo e explica que inicialmente houve uma revisão bibliográfica a fim de identificar quais as técnicas aplicadas a imagens e quais as ferramentas de segmentação poderiam nos auxiliar a detecção precoce das alterações cerebrais. Estruturou-se um banco de imagens que serviria de suporte para o treinamento e validação do modelo, realizando o pré-processamento necessário (redimensionamento, ajustes de contraste, aplicação de escala de cinza e aumento de dados).

“Só então partimos para a implementação das ferramentas escolhidas, no caso o Roboflow e o Ultralytics YOLOv8, que permitiram treinar, validar e analisar a evolução do modelo ao longo das épocas. Esse preparo garantiu que o estudo fosse conduzido com base em fundamentos teóricos sólidos e em práticas metodológicas adequadas, aumentando a confiabilidade dos resultados”, explica a discente.

 

Avanços no diagnóstico

Ainda de acordo com a aluna, o uso de processamento de imagens tem aplicação em várias áreas da medicina e promove avanços importantes no diagnóstico, como nas áreas de oncologia, cardiologia, oftalmologia, ortopedia.

Na área de oncologia, por exemplo, ajuda na identificação precoce de cânceres em exames como mamografias e tomografias, o que eleva as chances de um tratamento bem-sucedido. Em cardiologia, facilita a interpretação de imagens do coração e dos vasos sanguíneos, permitindo a detecção de obstruções e enfermidades coronárias. No campo da oftalmologia, contribui para o reconhecimento de glaucoma e retinopatia diabética por meio de exames digitais da retina. Na ortopedia, aprimora a clareza das radiografias, tornando mais fácil a análise de fraturas e problemas ósseos. Além disso, é útil na neurologia para condições como esclerose múltipla, epilepsia e tumores no cérebro.

Na etapa de revisão constatou-se que o processo de digitalização de imagens indica que as imagens médicas digitais não devem ser visualizadas diretamente sem algum tipo de processamento. É preciso implementar fases de pré-processamento e segmentação, que ajudam a aprimorar a qualidade visual, destacar estruturas relevantes e simplificar a análise pelos especialistas.

Em todos esses setores, a maior vantagem reside no auxílio de diagnósticos que são mais ágeis, precisos e confiáveis, beneficiando diretamente tanto os pacientes quanto os profissionais de saúde.

Na avaliação dos estudantes participantes, as técnicas permitem a extração de dados significativos das imagens, como mudanças estruturais e morfológicas, que podem estar relacionadas a doenças. O processamento digital de imagens ajuda a detectar atrofias e depósitos anormais no cérebro mais cedo em pacientes com Alzheimer, o que torna o diagnóstico mais preciso e melhora o acompanhamento clínico.

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