Usuários que circulam diariamente pela cidade reclamam da situação desgastante da malha urbana da cidade com a formação de buracos e degradação do pavimento. De acordo com os reclamantes, está ficando difícil transitar de carro, moto ou bicicleta, mediante à quantidade de buracos em cada área da cidade. O resultado disso são as oficinas cheias e total insatisfação de quem depende do pavimento urbano para transitar. Motoristas e motociclistas alegam que estão no prejuízo por causa do desgaste no pavimento, com idas mais frequentes à oficina para recuperar.
Conforme a reportagem apurou são diversas ruas da área urbana de Iguatu que apresentam formação de buracos no pavimento, seja em paralelepípedo ou asfalto. Artérias que dão acesso ao centro comercial como Adeodato Matos Cavalcante, Agenor Araújo, José de Alencar, Deoclécio Lima Verde, 13 de maio, Floriano Peixoto, Monsenhor Coelho, Dario Rabelo, Dr. José Holanda Montenegro, Dr. João Pessoa, Júlio Cavalcante, Antônio Mendonça, Professor João Coelho e 15 de novembro. As ruas que contornam o Terminal Rodoviário estão com a formação de buracos e um agravante: a Professor João Coelho, que passa em frente ao Terminal, além dos buracos tem uma tampa de esgoto que está elevada acima do nível do pavimento com o risco de acidentes ou danificar suspensão de veículo. Em outros locais da cidade existem também tampas de esgoto com problemas de desníveis acima ou abaixo do pavimento.
Os desgastes do pavimento esburacado fazem aparecer o piso antigo que está por debaixo. Os defeitos são obstáculos para usuários que precisam trafegar desviando para todo lado aumentando o risco de acidentes. Na Rua Antônio Mendonça, toda em paralelepípedo, na aproximação do cruzamento com a Agenor Araújo, apresenta formação de buracos com desnível no calçamento.
A reclamação dos usuários é que o pavimento seja recuperado para evitar ainda mais desgastes. Necessário será a execução de um plano operacional de infraestrutura que atenda toda cidade. Asfalto ou calçamento, a cidade pede socorro e com tendência de continuar aumentando.

O que diz a Prefeitura
A reportagem procurou a assessoria de imprensa da Prefeitura para se posicionar sobre as reclamações. Através de nota a Prefeitura de Iguatu informou que tem ciência da necessidade de reparos na malha viária do município, danificada pelas fortes e constantes chuvas registradas durante este período invernoso.
A nota ressaltou ainda que, durante o inverno, todos os municípios enfrentam impactos semelhantes em suas vias. No caso de Iguatu, há um agravante: trata-se de um território com amplas áreas planas e presença de lagoas, características que favorecem o acúmulo de água e contribuem para o desgaste mais acelerado da malha viária.
A atual situação, no entanto, decorre não apenas das precipitações recentes, mas também de um histórico de ausência de obras estruturantes na malha viária, o que contribuiu para deixá-la mais vulnerável ao desgaste.
Mesmo diante desse cenário, a gestão municipal realizou, ainda em 2025, a entrega de 90 mil metros de pavimentação na zona urbana, incluindo asfalto e piso intertravado, sendo 30 mil metros em parceria com o Governo do Ceará. Na zona rural, no mesmo período, foi executado um trabalho de recuperação de estradas vicinais com o uso de maquinário pesado, como patrol, caçambas e retroescavadeiras, alcançando todos os distritos do município.
Atualmente, a Secretaria de Infraestrutura acompanha a situação tanto na zona urbana quanto na zona rural e já dispõe de um plano de ação definido. A execução dos serviços será intensificada assim que houver redução das chuvas, condição necessária para garantir maior durabilidade das intervenções e melhores condições de trafegabilidade para a população.

Sugestão de eleitor
A reportagem é sugestão de pauta do leitor José Maurício dos Reis, 38, que enfatizou que em geral a cada ano, independente do tipo de pavimento ou da estação do ano, isso sempre ocorre. “Não deviam deixar chegar a isso. Era para ter uma equipe com ferramentas e material para consertar esses, porque nossos impostos nós pagamos, e ainda temos que arcar com o conserto do carro ou da moto quando quebrar”, protestou.




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