A importância da transmissão oral de saberes populares na formação de valores, identidades e modos de vida, especialmente entre os jovens.

23/05/2026

No livro “O Sítio do Picapau Amarelo” observa-se a personagem Dona Benta contando histórias para as crianças em alguns momentos, o que mostra a valorização da transmissão oral de saberes populares na formação humana, assunto muito debatido nos dias atuais, já que os membros da sociedade, especialmente os jovens, se afastam gradualmente do convívio e do diálogo presencial, principalmente devido às redes sociais.

De acordo com o ativista Marcelo Rocha “um relacionamento sem diálogo é o mesmo que um carro sem combustível”, ou seja, sem conversação uma relação não funciona. A formação de valores pessoais de um indivíduo é influenciada pelas falas de suas gerações anteriores. Quando essa conversa passa a não acontecer, o ser humano se distancia da própria identidade e restringe conhecer a sua própria cultura, visto que muitos adolescentes trocam momentos como esses, que agregam conhecimento, por momentos fúteis, que não somam no desenvolvimento de um pensamento crítico.

Diante do exposto, assim como afirma Bill Gates “a internet está se transformando na praça central da aldeia global do amanhã”. Isso é, em partes, um privilégio pelo fato de conectar populações que estão distantes. Porém, esse rápido avanço tecnológico deixa de ser vantagem a partir do ponto em que isola as pessoas, já que o contato frente a frente diminui a cada dia. Os internautas acabam ficando alienados com as mídias sociais, que valorizam conteúdos comerciais e modas momentâneas, ao invés de dar visibilidade às culturas de diferentes povos e tradições transmitidas oralmente.

Em suma, com o objetivo de reverter as situações relatadas, os ancestrais precisam auxiliar os jovens estimulando a curiosidade deles e iniciando assuntos com temas antigos, mas interessantes. É papel da juventude buscar aprender mais sobre o seu próprio povo e controlar o uso das redes sociais. As comunidades virtuais devem lançar conteúdos voltados ao saber popular, dando voz a gerações passadas através de projetos educativos. Apenas assim será possível retomar a valorização da transmissão oral de costumes e a preservação da cultura tal como fazia a personagem Dona Benta da obra citada anteriormente.

 

Yanne Maria Vieira Araújo nasceu em 29 de Junho de 2010, e reside na cidade de Quixelô-CE. É filha de Fabrício José de Araújo e Josefa Poliana Vieira Bezerra, tem  uma irmã mais velha, Yasmin Vieira Araújo. De uma família que sempre incentivou nos estudos. Estudante da Escola Modelo de Iguatu desde o ano de 2020, cursa   a 1ª série do Ensino Médio.

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