O Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) decidiu adiar o julgamento da medida cautelar que visa a anular a convenção da Federação União Progressista. Por um placar apertado de 4 votos a 3, o colegiado acolheu uma questão de ordem para garantir que todos os representados sejam devidamente citados antes de uma deliberação do Pleno. A ação pode voltar a julgamento na próxima segunda-feira, dia 3 de agosto.
Com o adiamento, as decisões tomadas na convenção do último domingo, dia 26 de julho, seguem válidas temporariamente. O bloco homologou o apoio a Ciro Gomes (PSDB) ao governo, indicando Roberto Cláudio (União) para vice e Capitão Wagner (União) para o Senado. Apesar do recuo do tribunal em julgar o mérito de forma imediata, o caso ganhou um posicionamento de peso nos bastidores jurídicos.
O grupo governista acompanha com ansiedade o desfecho nos tribunais. O governador Elmano de Freitas (PT) aguarda o julgamento da ação no TRE que pede a anulação da convenção da federação União Progressista. Embora o comando da federação tenha aprovado o apoio a Ciro Gomes, os diretórios estaduais do União Brasil e do Progressistas (PP) realizaram atas paralelas e manifestaram o desejo de integrar formalmente o palanque do atual governador. O deputado federal Moses Rodrigues (União) é cotado para ficar com a segunda vaga ao Senado na chapa majoritária governista.
O Ministério Público Eleitoral (MPE), por meio do procurador regional eleitoral Celso Leal, posicionou-se a favor do resultado da convenção da federação. Em seu parecer, o procurador argumentou que as federações partidárias possuem autonomia jurídica e funcionam como uma única agremiação. Portanto, os posicionamentos isolados dos diretórios estaduais de cada sigla não têm o poder de vincular ou anular as decisões coletivas da federação.
O MPE apontou ainda a inadequação da via processual eleita pelos partidos, sugerindo a extinção da ação sem julgamento de mérito, uma vez que contestações de atas devem ocorrer na fase de registro de candidaturas (DRAP).
Neste fim de semana, o cenário político do Ceará entra em sua fase mais aguda com a realização das principais convenções partidárias em Fortaleza. Os blocos liderados pelo atual governador Elmano de Freitas (PT) e pelo ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) medem forças na capital, enquanto a terceira via com Eduardo Girão (Novo) tenta consolidar seu espaço em meio a rachas e disputas judiciais de última hora.
O governador Elmano de Freitas (PT) oficializou sua candidatura à reeleição nesta sexta-feira, dia 31 de julho, com a presença do presidente Lula, prefeitos e lideranças políticas no Centro de Eventos do Ceará.
Neste sábado, dia 1º de agosto, é a vez de Ciro Gomes comandar o ato do PSDB. O bloco de Ciro chancela a decisão da executiva da federação e confirma o ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (União) para vice-governador, Capitão Wagner (União)e o Pastor Alcides Fernandes (PL) para o Senado.
O senador Eduardo Girão também confirma oficialmente sua candidatura ao Governo do Estado pelo Partido Novo. Girão já admite publicamente que não contará com o apoio do bloco bolsonarista formal no Ceará. As principais lideranças ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro no estado preteriram a chapa pura do Novo e optaram por construir a aliança majoritária ao lado de Ciro Gomes.




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