Fumaça do lixão da Chapadinha invade bairros de Iguatu

12/09/2026

Mais uma vez parte das ruas do Centro de Iguatu sofreu invasão de nuvem de fumaça oriunda do lixão da Chapadinha.
Ruas como 13 de maio, José de Alencar, Deocleciano Bezerra, Agenor Araújo, Pedro Gomes e outras artérias foram tomadas por um véu de fumaça na noite desta sexta-feira, 11. Moradores dessas áreas perceberam o incômodo e reclamaram. “Hoje está difícil de respirar, nem dá para ficar sentada na calçada”, protestou a senhora Isabel Salustiano Rodrigues, 59, moradora da Rua 13 de maio. De acordo com ela, o fato se repete com frequência, porém há noites em que a fumaça está mais intensa.
Sempre que a fumaça se repete os transtornos afetam diretamente a população que reside em áreas do Centro e demais bairros. A fumaça de odor desagradável invade as ruas, entra nas casas e gera problemas, os mais diversos, principalmente para quem já sofre com problemas respiratórios; neste grupo de afetados estão idosos e crianças. Falta de ar, irritação na garganta e tosse, são os sintomas mais recorrentes.
A fumaceira ocorre por causa de um volume mais elevado de queima de lixo na área do lixão. As camadas de lixo sobre lixo vão produzindo gás metano, que acumulado, e com as altas temperaturas pela exposição ao sol, gera a combustão que exala a fumaça. Por causa dos metais pesados, a fumaça densa em forma de nuvem se desloca do lixão alcançando a parte mais baixa da cidade demorando horas para se dissipar.
Fora do debate 
Em pleno 2026 um problema tão antigo continua afetando a vida, a rotina e a saúde da população. O lixão da Chapadinha não parece interessar aos postulantes a cargos majoritários e proporcionais do pleito. É quando Iguatu é palco da efervescência eleitoral que o tema ‘Lixão da Chapadinha’ deveria aquecer o debate, não de um paliativo, mas de uma solução definitiva, mas o lixão parece estar fora do roteiro das carreatas e das mobilizações em busca de voto. Entra campanha eleitoral, sai relação de eleitos, e a quem mais deveria interessar a solução desta ‘ferida’ parece virar as costas para o problema.
Sem resposta
A reportagem procurou a Secretaria de Meio Ambiente do município, através do secretário titular Joeferson Abrão, para falar sobre o fenômeno. Foi perguntado  que medidas podem ser adotadas para evitar a invasão da fumaça tóxica do lixão da Chapadinha nas ruas do Centro, com menor impacto à saúde da população. O secretário respondeu a mensagem, mas até o fechamento da edição não enviou o posicionamento da em relação ao assunto levantado.
MAIS Notícias
A vida de superação de ‘Agenorzinho do mercado’
A vida de superação de ‘Agenorzinho do mercado’

Francisco Agenor de Lima Silva está perto de completar 60 anos. Conhecido popularmente como ‘Agenorzinho do mercado’, ele é a própria superação em pessoa. Um homem que luta diariamente para ter uma vida normal. Apesar das limitações que o impedem disso, ele é daquelas...

0 comentários

Enviar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *