A polêmica da “RUA COBERTA”

18/10/2025

No último dia 11 do corrente mês o prefeito de Iguatu, Roberto Costa Filho, foi às redes sociais falar sobre diversos temas importantes sobre a nossa cidade. Naquela oportunidade ressaltou a possibilidade de que a “rua coberta”, pequeno trecho da Rua Eduardo Lavor localizada ao lado do mercado público” possa voltar a ser liberada para o trânsito de veículos.

Para recordar, nesse trecho foi construído uma espécie de galpão aberto para abrigar feirantes, que dia a dia utilizam aquele espaço para comercialização dos seus produtos. O problema é que a decisão de interditar a rua trouxe inúmeros prejuízos aos demais comerciantes das imediações, que deixaram de ter passagem de veículos na frente de seus comércios e assim impacto nas vendas e faturamento.

Outro fato que chamou atenção é que para o gestor é necessário que aqueles espaços sejam reorganizados, uma vez que existem uma completa desordem de barracas de todos os formatos, modelos e construções, que fogem de qualquer padrão aceitável em uma gestão comercial que se preze, o que sem dúvida alguma ele tem total razão sobre o tema.

Importante ressaltar que há tempos temos alertado sobre essa desordem existente no centro de feirantes de nossa cidade. O agrado político é sempre um agravante para a gestão pública de qualidade, porque ao adotar o “tapa nas costas” tão bem recebido por alguns, se foge do compromisso com a legislação do município como é o caso do código de postura, obras, entre outros.

A avenida Agenor Araújo atualmente é uma das ruas mais desorganizadas do município, se assemelhando em alguns locais ao comércio das remotas capitanias hereditárias, ou ainda às periferias dos comércios indianos tão divulgados ultimamente nas redes sociais.

Essa situação é tão gritante e prejudicial economicamente, que das quatro ruas que possuem maior destaque comercial e valorização de preço dos imóveis no centro comercial (Floriano Peixoto, Epitácio Pessoa, Avenida Agenor Araújo e Dr João Pessoa), é a Agenor Araújo a que agrega menor valor aos seus imóveis e a que possui menor procura pelos investidores. Em recente estudo de mercado realizado por este profissional, aspectos como falta de espaços para estacionamentos, dificuldades para deslocamentos em calçadas por pedestres, intensidade de comércio informal e aspecto visual das imediações, são os pontos que mais impactam negativamente nos preços dos imóveis na referida avenida.

Nesse sentido, não há o que justificar ou agradar comerciantes A ou B, o certo é fazer gestão em prol daquilo que se almeja, ou seja, uma cidade limpa, organizada, comércio de acordo com as normas sanitárias, além do cumprimento da legislação municipal sobre o tema. Assim, serão satisfeitos os que pagam os seus impostos e que exigem andar pelas calçadas livres, em ruas com estacionamentos, comércios informais em seus devidos espaços e de acordo com as normas sanitárias e legais, entre outras exigências que a sociedade merece e os próprios comerciantes precisam desfrutar.

Bom final de semana!!!!

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