A queda da SELIC e o mercado imobiliário

21/03/2026

Francinildo Lima é Advogado e Corretor de Imóveis

O mercado imobiliário tem sua máquina motora em especial nos recursos provenientes de financiamentos, seja para implementação de empresas com compras de terrenos e edificação de construções, ou na aquisição da casa própria em especial nos loteamentos urbanos.

É inegável, portanto, que é o financiamento um dos pilares para o desenvolvimento urbano por meio da sua expansão seja comercial ou residencial, como é o caso da cidade de Iguatu onde grande parte das casas em loteamentos, são adquiridas por meio de financiamento bancário.

Nessa seara a SELIC (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia) que é a taxa básica de juros que baliza a economia brasileira, se apresenta como o principal instrumento de controle da inflação, influenciando diretamente no custo de empréstimos, financiamentos e na rentabilidade de investimentos de renda fixa. A sua taxa é definida pelo Copom (Comitê de Política Monetária), órgão do Banco Central do Brasil.

O fato recente é que depois de quase dois anos de espera, o COPOM finalmente iniciou a redução da taxa de 15% para 14,75% ao ano.   Embora pareça pequena a redução nesse momento da referida taxa, no mercado imobiliário essa redução se apresenta como um divisor de águas.  Segundo alguns os especialistas os juros já atingiram o teto e agora tendem a baixar. Desta forma, é possível que esperar agora para adquirir um imóvel pode significar perda de preço uma vez que a tendência é a demanda aumentar.

A queda da SELIC é sempre seguida por melhores condições de financiamento bancário, além de que com a queda a rentabilidade da renda fixa começa a perder fôlego, dando espaço para o imóvel volta a brilhar como o porto seguro mais rentável e sólido para proteger seu patrimônio. Além disso, a dica de ouro é comprar no início da queda e aproveitar os melhores preços antes da valorização.

A decisão do COPOM de reduzir a taxa ainda se mostra cautelosa, uma vez que estamos diante de um cenário de guerra em países que historicamente dominam a economia do petróleo, ​o que impacta direto e indiretamente nas economias de todas as nações do mundo, por isso essa diminuição ainda se enxerga de forma muito tímida, e espera-se muita cautela para futuras reduções.

Embora envolvida nesse cuidado a redução carrega um efeito relevante, porque apesar de se prever uma diminuição moderada esta redução da taxa básica começa a aliviar o custo do crédito e melhora a previsibilidade para financiamentos de médio e longo prazo, fatores diretamente ligados ao desempenho do mercado imobiliário, uma vez que com uma possível trajetória de queda, esse mercado ganha força em razão de um crédito mais acessível e a maior confiança dos compradores.

Bom fim de semana!!!

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