
Francinildo Lima é Advogado e Corretor de Imóveis
A teoria da janela quebrada surgiu em 1982 quando os cientista James Q. Wilson e George Kelling provaram que quando há desordem urbana, o cidadão percebe abandono e esse sentimento é contagioso. Com isso, ao observar, por exemplo, que um banco de uma praça está e permanece quebrado, as pessoas não cuidarão e contribuirão para que outros danos ocorram.
Foi a partir dessa constatação que eles criaram a referida teoria, que pela qual se o gestor cuida da cidade com manutenção, limpeza, iluminação e zelo, as pessoas passarão a acreditar que a cidade tem gestão e cria-se nelas o sentimento do cuidado e da conservação.
É dessa forma que entra a teoria na gestão pública eficiente, uma vez que existir janelas quebradas, buracos, filas de espera por serviços públicos, entre outras demandas que são comuns em uma cidade, não se constituem uma gestão ruim, mas sim como esses problemas estão sendo cuidados para que se apresentem planos no sentido de resolver essas demandas, sem que se tornem comum e normais a sua existência.
Assim, a gestão precisa cuidar dos pequenos problemas para que não se tornem grandes, além disso mostrar que os problemas estão sendo resolvidos, motivando dessa forma a percepção de cuidado para que as pessoas assumam também a sua parte no zelo.
Os eleitores não esperam perfeição. Eles querem sinal de presença. E a presença é a forma mais eficaz de autoridade de gestão.
O que destrói uma cidade não são os problemas que ela possui, mas sim a falta de resposta no seu enfrentamento.
Que cada vez que um gestor observar uma janela quebrada, possa lembrar que o seu munícipe pode entender aquela imagem como falta de cuidado, ausência de preocupação e de compromisso com aqueles que acreditaram na sua coragem de fazer diferente, de empreender e cuidar para que cada janela quebrada seja um ponto de referência para fazer cada dia melhor pela cidade.
Ótimo fim de semana!

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