Uma adolescente de 14 anos passou 24 horas desaparecida, até ser localizada pela Polícia Civil na cidade de Cedro. A menor saiu de casa para ir para a escola Pacífico Guedes, onde estuda, na quinta, 17, mas não chegou a assistir aula. Da escola mesmo ela saiu na companhia de um rapaz, também menor de 17 anos indo parar na cidade vizinha.
O desaparecimento da menor deixou a família dela apreensiva e preocupada. A reportagem conseguiu falar por telefone com uma mulher, de nome Vilma, que se identificou como sendo avó da menor. Vilma não soube revelar o que teria motivado a adolescente se evadir da escola indo parar na outra cidade. Disse apenas que estava na delegacia aguardando a chegada de ambos, escoltados pelos policiais responsáveis pela ocorrência. “Graças a Deus que ela foi encontrada, estamos aqui aguardando ela chegar, o rapaz também está sendo trazido, vamos ouvir o que ele tem a dizer”, contou.
Através de minucioso trabalho investigativo com recursos de câmeras de vigilância e informações do transporte coletivo, os policiais da DDM-Delegacia de Defesa da Mulher localizaram os dois adolescentes, que foram conduzidos para a delegacia, já na tarde desta sexta, 18.
A reportagem procurou a Delegacia de Defesa da Mulher-DDM para informar sobre o ocorrido. A delegada titular, Drª Francisca Alaiane Aguiar nascimento, informou que a menor havia sido conduzida juntamente com o outro adolescente para a delegacia de Iguatu, foram ouvidos e liberados. De acordo com a delegada, não ficou configurado crime de sequestro, nem de estupro de vulnererável, pois a moça já tem 14 anos e saiu na companhia do outro adolescente espontaneamente. A delegada informou que o caso foi tratado apenas como ‘desaparecida’ e que tudo foi esclarecido nos depoimentos dos dois adolescentes. Ainda conforme a delegada outros detalhes dos depoimentos não podem ser compartilhados com a imprensa, por se tratarem de questões meramente familiares.
Porém o caso chama atenção e acende uma luz vermelha em relação à segurança e a forma como os adolescentes encaram situações de abordagem por terceiros, em contatos por telefone, rede social ou aplicativos. O desfecho do caso desta adolescente teve final estável e ela já voltou para o convívio da família, mas já ocorreram outros casos, nas mesma circunstâncias que o final foi trágico. Indiretamente isto adverte as famílias para estarem mais próximas dos filhos, acompanhando suas relações de amizade, comunicação e atos, principalmente com terceiros que os filhos conhecem pela internet.




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