“Voa Pensamento, voa” é a mais recente obra da escritora Ireilande Elias, natural de Mombaça, mas radicada em Iguatu há muitos anos. A escritora, que escreveu seu primeiro livro “Primícias” aos 41 anos, continua em plena atividade. Na noite de ontem, sexta-feira, 28, ela recebeu em casa familiares, amigos e convidados para o lançamento do livro, que foi prefaciado pelo professor doutor Everton Alencar.
A obra foi publicada pela Editora AM. Antes do lançamento o A Praça teve a oportunidade de conversar e conhecer mais sobre Ireilande e suas obras. Uma história de vida, com muita resiliência, perdas e superações.
Natural do Sítio São Pedro, zona rural de Mombaça, município do Sertão Central cearense, Maria Ireilande Elias Alves nasceu em 2 de abril de 1941. Disse que foi alfabetizada ainda muito pequena pela mãe, e com o passar do tempo foi se apaixonando cada vez mais pela escrita e leitura. Fez até a quinta série, do ensino fundamental. Mesmo sem concluir os estudos, é uma eterna estudante. Autodidata, passou a se dedicar mais à literatura, poemas e histórias escutadas e vividas também. Perdas, resistências, saudades, superações fazem parte da motivação e inspiração para a escrita de Ireilande. Sem esquecer de suas raízes vividas nos sertões, primeiro em Mombaça, depois Jucás, e aos 19 anos, depois de casada, veio para Iguatu ao lado do esposo, onde constituiu uma numerosa família. “Aprendi a ler muito pequena. Sempre gostei de livros. Gostei muito de poesias, lia com muita facilidade de memorizar. Ainda hoje eu sei de cor a poesia “Meus oito anos”, de Casimiro de Abreu. Decorei aos oito anos e ainda hoje declamo”, disse.

Inspiração
“Aos 41 anos de idade, eu comecei a escrever. Eu sempre senti muita saudade da minha terra, da minha infância. Sempre pensei em escrever um livro. Achava que não era capaz de escrever um livro, não sabia nem por onde começar. E não queria contar, detalhar minha história. Comecei a escrever prosa, mas não gostei do que escrevia. Comecei fazendo umas quadrinhas de poesias, passei a estudar, me tornei autodidata, só conclui o quinto ano primário, mas ainda hoje eu estudo”, explicou, citando algumas das primeiras poesias, que foram para o primeiro livro “Primícias”, em 1990.
Sofreu perdas na vida, parou por um tempo, depois resolveu recomeçar, quando escreveu o segundo livro “Seguindo”. “Porque quis continuar seguindo. Depois desse segundo livro, pensei em escrever a história da vida do meu avô Antônio Gomes da Silva, natural de Jucás. Sempre achei ele um herói anônimo, um senhor de muita coragem. Eu escrevi: “Saga de um senhor de engenho”.”
“Voa pensamento, voa”, a mais recente obra, eu dou asas ao meu pensamento quando vou escrever. Às vezes ele parte para bem distante e volta me trazendo inspiração. Sinto-me feliz. Eu não sei mais viver sem a escrita. Eu não vivo da escrita, a minha intenção é manter minha mente ativa, e vender os livros para quando for fazer outro ter apurado um recurso para fazer o próximo”, complementou.
Ireilande Elias já publicou seis livros ao longo de sua carreira. Algumas de suas obras conhecidas incluem: “Primícias”, “Seguindo”, “Saga de um Senhor de Engenho”, “O Arco-íris da Vida”, “As Incertezas da Vida” e “Voa pensamento, voa”.
As pessoas podem ter acesso aos livros na própria casa da Ireilande, na rua professor João Coelho, 190.




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