O artista plástico Ruy Relbquy promove neste domingo, 27, a partir das 18h30, o 3º Sarau na Casa Atelier, com a temática central Vozes do Sertão, no sítio Riacho do Meio II, na zona rural de Quixelô, na região Centro-Sul cearense.
O evento é promovido com apoio da Secretaria de Cultura de Quixelô, Ministério da Cultura, por meio da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB).
O artista plástico Ruy Relbquy Silva, 30, tem uma história de superação e revela uma vontade imensa de viver. Ele é cadeirante, portador de uma doença degenerativa e progressiva – distrofia muscular. Em vez das mãos, a boca segura os pinceis. Morador da localidade de Riacho do Meio, zona rural de Quixelô, na região Centro-Sul do Ceará, o pintor define suas telas em casa.
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Ruy Relbquy é mais um daqueles cearenses que têm imensa vontade de viver e é um exemplo de superação a cada dia. O artista plástico usa boca para segurar o pincel. A partir de 2013, o avanço da doença o impediu de segurar o pincel com as mãos. O jeito foi adaptar-se.
É um artista autodidata. A doença que o acometeu é hereditária. Ele passou a usar a boca para segurar os pinceis finos e definir os detalhes das telas que retratam paisagens, o cotidiano do sertão.
Além-fronteiras
Sempre que possível, Ruy Relbquy Silva participa de editais e de mostra de artes plásticas, enviando quadros para outros estados. Já concorreu em mostra do Sesc, em Brasília; em Piracicaba, São Paulo, e da Bienal Internacional de Arte Naif ‘Totem Cor-Ação 2017’, em Socorro (SP). A peça recebeu prêmio de menção honrosa.
Ruy Relbquy não tira da arte o seu sustento, mas é através da produção artística que ele encontrou uma forma de ver o mundo, de viver e de revelar o talento que a vida lhe deu. ‘Preso’ a uma cadeira de rodas, encontra inspiração na história de vida de sua gente, no sertão cearense. Incentivado por muitos, teve sua primeira exposição no Centro Cultural de Quixelô em 2016.






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