Celebrada missa em sufrágio de Maria Augusta morta há 60 anos em Iguatu

27/06/2025

A missa em sufrágio da alma de Maria Augusta, santinha popular de Iguatu, foi celebrada segunda-feira, 23, na capela Santa Rita de Cássia, no Cemitério Senhora Sant’Ana. Os padres Anastácio Ferreira, reitor da quase paróquia de São Sebastião (José de Alencar), e Henrique Teixeira, vigário geral da Diocese e pároco da Matriz de Senhora Sant’Ana, celebraram a Eucaristia. O momento foi para lembrar o martírio sofrido pela jovem, morta há 60 anos pelo próprio pai, no dia 23 de junho de 1965, no sítio São Joaquim, zona rural deste município. Maria Augusta é considerada santa popular. Morreu quando tinha entre 14, 15 anos. Ela foi morta por resistir as tentativas de abuso sexual do genitor.

O local onde está sepultada no cemitério Senhora Sant’Ana recebe grande número de pessoas durante o ano, muitos depositam objetos, flores, brinquedos, doces e acendem velas como forma de agradecimento por algum tipo de graça alcançada. Diante dessa forte devoção, a igreja católica foi instigada por populares a iniciar estudos mais aprofundados sobre essa história. Uma comissão vem sendo formada com objetivo inicial de conhecer mais sobre essa história, como destaca o padre Henrique Teixeira. “A história de Maria Augusta chama atenção não só pela forma trágica como ela veio a falecer, assassinada pelo próprio pai, mas a sua preocupação, o temor a Deus, a vivência da sua fé, a defesa da fé. Isso é que a gente vai percebendo nos relatos das pessoas que conviveram com ela ou pessoas que escutaram relatos dos mais antigos que tiveram convivência com ela. Era uma menina temente a Deus. Tinha essa preocupação de agradar a Deus, mais que a vontade do pai especialmente”, disse o religioso.

Investigação

A celebração da missa marca também a retomada de uma comissão que foi criada com o objetivo de conhecer mais sobre a história. “Vale a pena ressaltar que essa comissão não visa abrir um processo de beatificação, de canonização de Maria Augusta. Nossa intenção é investigar. Por enquanto, o que a gente pode realizar é um processo de investigação, abrir um inquérito para estudar a vida dela, esse caso, para realmente perceber que se trata de um caso de uma santidade, a gente pode tratar isso como um martírio, como uma defesa da fé, que configura o martírio, a defesa da fé, de princípios morais, cristãos. Esse processo de investigação é tornar clara essa realidade. Então, a comissão foi retomada e dentro de algumas semanas, meses, deve ampliar essa comissão para que esse inquérito seja aberto e possamos prosseguir com essa investigação e busca de relatos, de testemunhos mais seguros”, explicou o padre.

Peregrinação

A missa contou com a participação de moradores e pessoas que acreditam na intercessão da Santinha de Iguatu, como é conhecida Maria Augusta.

Durante a celebração foi lembrado que há 60 anos a jovem foi morta brutalmente pelo próprio pai, no dia 23 de junho de 1965, no sítio São Joaquim, zona rural. De acordo com relatos, ela teria sido morta a golpes de roçadeira, depois de resistir à tentativa de abuso sexual pelo pai dela.

O túmulo dela no cemitério Senhora Sant’Ana é um local de peregrinação, durante o ano recebe muitas visitas, curiosos e principalmente de pessoas que depositam objetos, flores, brinquedos e acendem velas como forma de agradecimento por algum tipo de graça alcançada. No feriado de finados, 2 de novembro, é um dos túmulos mais visitados.

 

 

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