Desde o ano de 2003 com o lançamento do projeto Minha Casa Minha Vida, as cidades brasileiras em especial aquelas do interior tiveram um grande impulso na área urbana.
Essa transformação tem sido muito discutida no âmbito do mercado imobiliário, onde se vislumbra por alguns um verdadeiro desenvolvimento urbano em especial nas cidades de médio e grande porte, além das zonas metropolitanas das capitais.
Na realidade em uma análise mais técnica, o que podemos observar é que esse crescimento nem sempre tem representado desenvolvimento, pois para isso ocorra uma série de situações precisam vir agregadas como geração de emprego e renda, criação de bairros com saneamento, segurança pública, transporte coletivo de qualidade, entre outros que inclusive devem fazer parte da agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), que estabeleceu no ano de 2015 um plano de ação global para o desenvolvimento sustentável para quase 200 países, com diversos objetivos dentre os quais alguns voltados para as cidades.
Nesse sentido, ao analisarmos por exemplo, a situação de nossa cidade de Iguatu, onde nos últimos 20 anos tivemos uma expansão territorial urbana expressiva, com instalação de diversos loteamentos que originaram mais de uma dezena de bairros, concluímos que a cidade não se desenvolveu e apenas “inchou” com problemas sociais, ausência de transporte público, segurança, via urbanas sem manutenção entre outros tão comuns em cidades assemelhadas.
Ainda é difícil entender, por exemplo, quais são os motivos que impedem as gestões de investir em estudos de viabilização de transporte público coletivo, de aplicação de recursos de IPTU em melhorias viárias urbanas, na necessidade de criação ou revitalização das áreas urbanas e verdes dos bairros, da manutenção dos equipamentos de desenvolvimento social em áreas urbanas do município, dentre outros de igual importância.
Quando analisamos a nossa cidade nos últimos 10 anos concluímos que crescemos e diminuímos o desenvolvimento, o que tem custado caro para quem espera melhores dias na educação, na geração de emprego e renda e sobretudo na qualidade de vida.
É preciso que o crescimento continue sim a existir para atender demandas diárias, mas que esse crescimento seja acompanhado pelo desenvolvimento em todas as suas esferas institucionais, oportunizando a todos melhorias de vida com oportunidades para um crescimento equilibrado e sobretudo sustentável.
Bom fim de semana!!!!

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