Crianças e adolescentes são protagonistas de programa socioemocional

31/01/2026

“Minha mãe me influenciou a entrar nesse programa Eu Lidero. Todos os sábados ela me ajudava a vir para escola. Tudo que eu aprendi, eu mostrava a ela. Eu agradeço demais o que ela faz por mim”, contou Wesley Lima, estudante assistido pelo Programa Eu Lidero. “Todos os sábados, ele tinha o tempo ocioso, às vezes jogava bola. Depois do curso ele passou a ter esse compromisso, ficou mais atento, mais educado, mais sábio nas palavras. Isso ajudou bastante todos nós. Somos gratos pelos professores, pelas instituições e parceiros envolvidos nesse projeto”, complementou Valesca Alves, mãe de Wesley.

Esses são apenas dois dos depoimentos emocionados e empolgantes de familiares e estudantes que integraram a turma formada por 35 alunos dos bairros Chapadinha e Fomento, assistida pelo programa. Na noite da quinta-feira, 29, aconteceu a solenidade de entrega dos certificados na Escola de Educação Municipal Judite Cavalcante Silva, parceira do projeto.

Aos sábados, no período da tarde, as aulas teóricas, práticas e outras atividades aconteceram durante doze meses na escola da Chapadinha e também no Fomento. De acordo com Anízia Gonçalves, presidente do Instituto Metóchi, o programa mudou a forma de viver de todos os envolvidos. “Mudou muita coisa nas nossas vidas também. Essas crianças, as mães, professores chegaram para dizer que essas crianças mudaram as atitudes comportamentais, o jeito de agir, de pensar, de decidir. Então, nosso sentimento de gratidão é muito grande. Passamos um ano com essas crianças. Foi transformador. Foram muitas conexões que trabalharam o corpo, a alma e a mente dessas crianças, e hoje estão bem diferentes”, destacou Anízia Gonçalves.

 

Integração e compromisso social

O programa utiliza uma metodologia de transformação voltada para crianças e adolescentes, criada pela Maxwell Leadership Foundation e trazida para o Brasil em parceria exclusiva com a Oliveira Foundation, com sede na Califórnia – EUA. A finalidade é trabalhar liderança, habilidades entre outras medidas socioemocionais, com crianças e adolescentes de 9 a 16 anos.

Em Iguatu, foi realizado nos bairros Chapadinha e Fomento, através da Associação de Moradores do Bairro Chapadinha, Instituto Iguatu e Instituto METÓCHI. Os alunos receberam livros, orientações e acompanhamento para fortalecer autoestima, melhorar a tomada de decisões e desenvolver habilidades interpessoais. “O momento marcou uma etapa importante na vida das crianças e adolescentes, simbolizando aprendizado, crescimento pessoal e a construção de novos caminhos por meio da educação e do protagonismo juvenil”, pontou João Nilson, presidente da Associação de Moradores do Bairro Chapadinha.

Flávio Chagas, presidente do Instituto Iguatu, destacou a importância dessa parceria que deu certo, entre as instituições e parceiros. “Esse projeto vem fortalecendo a integração entre essas comunidades e reafirma o compromisso social das instituições envolvidas”, ressaltou Chagas.

O evento também contou com a participação de parceiros que contribuíram para a realização do evento, brincadeira com a Cia do Palhaço Jajá, exposição de carros antigos, apresentação de capoeira, entre outras atividades.

O Programa Eu Lidero é uma iniciativa socioemocional voltada para o desenvolvimento de habilidades de liderança, autoconhecimento e tomada de decisão responsável em crianças, adolescentes e jovens, sendo frequentemente associado à Oliveira Foundation e com metodologia baseada nos princípios de John Maxwell. Embora o termo Instituto Metóchi não apareça diretamente nos resultados, o Eu Lidero é amplamente implementado em escolas públicas, privadas e comunidades, buscando formar líderes emocionalmente saudáveis.

Os principais aspectos do programa são metodologia e conteúdo: a iniciativa utiliza 7 livros (baseados no “Líder em Mim” / John Maxwell) para fortalecer o autoconhecimento, empatia, resiliência e a capacidade de liderar a si mesmo para inspirar o mundo; foco socioemocional, cujo objetivo é capacitar crianças e adolescentes em vulnerabilidade social, melhorando o comportamento, o caráter e a capacidade de pensar em um futuro além das dificuldades, segundo relatos de projetos comunitários.

 

 

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