A sessão parlamentar da terça-feira, 18, na Câmara Municipal de Iguatu, foi marcada por debates acalorados tanto no pequeno quanto no grande expediente. Os vereadores discutiram temas que vêm mobilizando a população, com destaque para a urgência na retirada de animais soltos na CE-060, especialmente no trecho que liga o bairro Cajazeiras ao distrito de Gadelha. Parlamentares reforçaram que a presença constante de animais na rodovia já provocou diversos acidentes, alguns deles com vítimas fatais, e cobram medidas imediatas da gestão municipal.
Outro ponto de discussão foi a necessidade de convocar representantes do CORRAJ (Consórcio Regional de Resíduos do Alto do Jaguaribe) para prestar esclarecimentos sobre avanços, pendências e desafios relacionados ao aterro sanitário de Iguatu, cuja operação ainda levanta questionamentos entre os vereadores.
Também ganhou espaço na tribuna a cobrança por visita técnica para manutenção nas centrais de ar da unidade de saúde da cidade, além de esclarecimentos sobre a aquisição de kits de higiene bucal, comprados pela gestão municipal por R$ 749 mil. O Ministério Público investiga possível superfaturamento, o que elevou o tom do debate.
O clima esquentou quando os vereadores Joaquim Ribeiro (PT), Cristiano Martins (PSB) e Dr. Wellington Uchôa (PSB) protagonizaram um embate verbal durante as discussões.
A sessão também abordou denúncias apresentadas pelo vereador Lindovan Oliveira (MDB) sobre supostas irregularidades no transporte escolar, com rotas superfaturadas referentes ao ano de 2024. Segundo ele, a empresa investigada pelo Ministério Público teria continuado prestando serviços ao atual governo, o que reforçou a gravidade das alegações.
A base governista também repercutiu, durante a sessão, a decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-CE) de não cassar o mandato do prefeito Roberto Filho (PSDB). Os vereadores aliados comemoraram o resultado e destacaram que a decisão da Corte reforça a legitimidade do processo eleitoral e a continuidade das ações da gestão municipal.
Havia expectativa para a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), mas o projeto acabou sendo retirado de pauta. Na ordem do dia, apenas a concessão de um Título de Cidadão Iguatuense foi analisada – e aprovada pelos parlamentares.




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