Rogério Gomes
Correspondente em Fortaleza
Proprietários e instrutores de autoescolas cearenses fizeram um protesto, nesta quinta-feira, dia 23 de outubro, em Fortaleza, contra a proposta do Ministério dos Transportes que pode acabar com a obrigatoriedade das autoescolas no processo de habilitação de motoristas.
O ato saiu da Arena Castelão até a Assembleia Legislativa do Ceará e foi organizado pelo Sindicato dos Instrutores de Veículos Automotores do Estado do Ceará, com apoio do Sindicato dos Centros de Formação de Condutores de Veículos do Estado do Ceará.
Os empresários temem que o processo de retirada da CNH sem a autoescola promete causar muito desemprego. “Não queremos ser autônomos, queremos ter as nossas garantias”, disse o presidente da entidade dos instrutores, Salgado Filho.
Na Assembleia Legislativa, uma comissão de deputados estaduais recebeu os representantes do Sindicato dos Instrutores de Veículos Automotores do Ceará, do Sindicato dos Centros de Formação de Condutores de Veículos do Estado do Ceará e da Central Única dos Trabalhadores (CUT). A categoria, que lotou as galerias do Plenário 13 de Maio, pediu o apoio dos parlamentares para tentar barrar proposta do Ministro dos Transportes, Renan Filho, que defende o fim da obrigatoriedade das autoescolas para obter a CNH.
“Nós sabemos que não é competência de vocês, entretanto, pedimos que nos ajudem a abrir as portas junto ao Governo Federal para ouvir o trabalhador”, afirmou o presidente do Sindicato dos Instrutores de Veículos Automotores do Ceará, João Roseo Salgado Filho, que defende a abertura de uma interlocução junto ao Governo Federal.
O presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), deputado Romeu Aldigueri, se comprometeu a discutir a matéria em Brasília junto ao Governo Federal. “Vamos todos juntos a Brasília para reivindicar. É importante ouvir o setor, até porque nós temos um presidente da República a favor dos trabalhadores, a história de vida dele é isso. Então, contem conosco e vamos trabalhar todos nós juntos”, garantiu.
O superintendente do Departamento Estadual de Trânsito do Ceará (Detran-CE), Waldemir Catanho, também esteve presente, e concordou com o pleito dos sindicatos. “A medida é federal e até o momento não há diálogo com os trabalhadores”, ressaltou Catanho.




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