“Estamos há mais de um ano construindo o terminal de grãos e pretendemos inaugurá-lo em maio próximo. Trata-se de uma obra complexa, nada fácil, e que, mesmo com todo o apoio do prefeito Roberto Filho e do governador Elmano de Freitas, apresentou muitos desafios ao longo do caminho”.
“Estamos no caminho certo, mas é necessário agir com prudência. O que posso assegurar é que haverá uma redução do preço do frete no custo dos combustíveis, sobretudo no preço do etanol”.
“Após concluirmos a obra do terminal de grãos, iremos buscar novos negócios e empresas para o TLI. Há a possibilidade de construirmos mais dois terminais, conforme sinalizado pela Transnordestina, mas é preciso avançar com cautela, dando um passo de cada vez”.
Nesta edição do A Praça, Eugério Queiroz e Renato Maia falam em entrevista sobre o novo investimento que chega ao TLI, um Terminal de Armazenagem de Líquidos, com previsão de importantes ganhos socioeconômicos para Iguatu e o Centro-Sul

A Praça – Em que fase estão as obras do TLI, a estrutura de silos para receber os carregamentos de grãos, através dos trens da Transnordestina?
Eugério/Renato – A etapa mais complexa da obra já foi concluída, que compreende as bases dos silos e os túneis por onde passam as esteiras transportadoras de grãos. Atualmente, um silo já está concluído e outros dois encontram-se em fase de montagem. Os galpões estão com as bases concretadas e as estruturas metálicas já prontas para instalação.

A Praça – Esses estão vindo de que regiões para Iguatu e qual o alcance do terminal em relação às empresas atendidas?
Eugério/Renato – Os grãos estão vindo da região do Matopiba, reconhecida pela alta produção agrícola, localizada no Cerrado dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Ao chegarem a Iguatu, faremos a distribuição para todo o Ceará, além da Paraíba e do Rio Grande do Norte. À medida que os trilhos se aproximarem do Porto do Pecém e que um novo terminal seja construído, nosso raio de atuação será reduzido.
A Praça – As primeiras operações de transporte de grãos já aconteceram como fase/teste de logística do terminal, como os senhores avaliam as operações?
Eugério/Renato – É verdade. Foram realizadas duas viagens: uma com milho e outra com sorgo, destinadas à Granja Tijuca. As operações foram improvisadas, porém funcionais. Em cada viagem, vieram 20 vagões com 50 toneladas cada, o que foi fundamental para compreendermos a dinâmica do transporte ferroviário, bem como os custos de embarque e desembarque dos produtos.
A Praça – Um novo investimento estrutural está previsto para ser anexado ao TLI, para armazenagem de combustíveis. Como estão as tratativas para este projeto?

Eugério/Renato – Sim, estamos em tratativas com um grupo de empresários interessados em investir em uma tancagem de combustíveis. São profissionais com know-how na atividade e que conhecem bem a viabilidade do negócio, especialmente em razão da localização geográfica de Iguatu. Isso nos possibilitará trazer gasolina e diesel pelo Porto do Pecém, assim como importar etanol do Piauí e do Maranhão, com um custo de frete significativamente menor do que o praticado atualmente pelas distribuidoras de combustíveis.
A Praça – As instalações vão ficar dentro do TLI? A logística será receber, armazenar, movimentar e distribuir grandes volumes de combustíveis para a região e o Ceará?
Eugério/Renato – Nós já temos um espaço reservado para o terminal de líquidos, ao lado do terminal de grãos, com condições ideais de área. O local fica de frente para a rodovia que segue para Acopiara e ao lado da CE que dá acesso a Quixelô.
A Praça – Qual o prazo para instalação desta estrutura para iniciar a fase operacional? Indiretamente o Terminal de Líquidos irá beneficiar as empresas do segmento de combustíveis de Iguatu e região, com a redução de custos no transporte de combustíveis?
Eugério/Renato – Estamos há mais de um ano construindo o terminal de grãos e pretendemos inaugurá-lo em maio próximo. Trata-se de uma obra complexa, nada fácil, e que, mesmo com todo o apoio do prefeito Roberto Filho e do governador Elmano de Freitas, apresentou muitos desafios ao longo do caminho. Em relação ao terminal de líquidos, entendo que seja um projeto menos complexo, porém ainda não temos condições de estipular um prazo para a construção. Estamos no caminho certo, mas é necessário agir com prudência. O que posso assegurar é que haverá uma redução do preço do frete no custo dos combustíveis, sobretudo no preço do etanol.
A Praça – Há previsão estimada de geração de empregos com este novo projeto anexado ao TLI?
Eugério/Renato – Ainda é muito prematuro falar em geração de empregos, porém, com a Ferrovia Transnordestina e a implantação do nosso terminal, haverá uma mudança bastante animadora na economia de Iguatu e de todo o Ceará. Diariamente recebo ligações de empresários interessados em compreender a dinâmica dos negócios, muitos deles já com a intenção de investir em nosso município. O prefeito Roberto tem sido muito atencioso e receptivo com os empresários que nos procuram e isso é muito importante para fazer a coisa acontecer.
A Praça – Além deste já existem outros projetos de mesma envergadura previstos para chegarem ao TLI, atraídos pelo investimento inicial?
Eugério/Renato – Após concluirmos a obra do terminal de grãos, iremos buscar novos negócios e empresas para o TLI. Há a possibilidade de construirmos mais dois terminais, conforme sinalizado pela Transnordestina, mas é preciso avançar com cautela, dando um passo de cada vez. Recebemos a confirmação de uma grande empresa no ramo de frigorífico se instalando no Iguatu por uma conjugação de fatores, Transnordestina, TLI e a grande capacidade do Porto do Pecém em exportar.




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