A última superlua de 2025 movimentou o Campus Humberto Teixeira, em Iguatu, na noite desta quinta-feira, 4. A observação integrou ação do Grupo de Estudos em Astronomia Zênite – GEAZ, projeto de extensão do curso de Física da UECE – FECLI voltado à astronomia e à divulgação científica. O grupo busca aproximar escolas, estudantes e comunidades do conhecimento sobre o universo, promovendo atividades práticas, palestras e experiências observacionais.
O evento contou com exposição fotográfica da Lua e observação ao vivo do satélite natural por meio de dois equipamentos: uma luneta e um telescópio que permitiam aos visitantes acoplar o próprio celular para registrar imagens. A movimentação foi intensa e rapidamente uma fila se formou ao redor dos instrumentos.
A superlua – fenômeno em que o satélite natural parece maior e mais brilhante por estar mais próximo da Terra – encerrou o calendário astronômico do ano e serviu como oportunidade para ampliar o interesse pela ciência na região. O Grupo Zênite segue promovendo ações que aproximam a comunidade da Astronomia e fortalecem a divulgação científica no Centro-Sul do Ceará.

Experiência
Representante do Grupo Zênite e aluno do sexto semestre de Física, João Pedro destacou o propósito da iniciativa. “A ideia é que as pessoas tenham um primeiro contato mais direto com a Astronomia. A superlua é um momento especial, e queremos aproveitar para mostrar como a ciência pode ser acessível e despertar interesse em quem talvez nunca tenha usado um telescópio antes”, explicou.
A exposição fotográfica, que reuniu registros produzidos pelos integrantes do projeto, foi organizada por Gisele dos Santos, estudante do 4º semestre de Biologia. Ela ressaltou o caráter interdisciplinar das ações do Zênite. “Mesmo sendo da Biologia, encontrei no projeto uma oportunidade de aprender mais sobre Astronomia e ajudar na divulgação. Meu marido é do curso de letras e também colabora com zênite. É um trabalho que envolve diferentes cursos e isso enriquece demais a experiência”, afirmou.
Entre os visitantes, Ana Beatriz, estudante do 4º semestre de Pedagogia, contou que estava passando pelo campus quando decidiu entrar na fila para observar a superlua pelo equipamento. “Parecia algo simples, mas quando olhei pelo telescópio fiquei encantada. Ver a Lua tão de perto é totalmente diferente do que vemos a olho nu”, relatou.




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