O balanço dos Crimes Violentos Letais e Intencionais (CVLIs) em Iguatu ao longo de 2025 aponta um ano de redução nos números da violência, especialmente quando comparado a outros períodos recentes. A categoria engloba homicídios, feminicídios e latrocínios, e, conforme levantamento realizado pela equipe de reportagem, com base em um observatório independente, o município registrou 14 homicídios ao longo do ano.
Um dado que chama atenção é que, durante todo o ano de 2025, não houve registro de feminicídio nem de latrocínio na cidade. Mesmo assim, os homicídios mantêm o alerta sobre a violência letal no município.
Janeiro e novembro
O primeiro homicídio de 2025 em Iguatu ocorreu no dia 28 de janeiro. A vítima foi Elias Azevedo Pereira, 58, revendedor de veículos, morto quando saía para o trabalho, no bairro Brasília. As investigações apontaram motivação passional, e o principal suspeito Iranilson Bezerra Moreira de Oliveira foi preso após confessar o crime.
O último homicídio do ano foi registrado em 1º de novembro. A vítima Cléber Gomes Bezerra, 43, foi assassinada a tiros após um desentendimento em um bar nas proximidades da Avenida Perimetral. O suspeito do crime, o guarda civil municipal Iderlandi Alves da Silva, de 43 anos, foi preso posteriormente por meio de mandado judicial.

Oscilação
O levantamento dos últimos anos evidencia oscilações significativas nos índices de homicídios no município. Em 2017, considerado o ano mais violento da série, Iguatu registrou 40 assassinatos. Em 2018, foram 37 mortes. Já em 2019, houve uma redução expressiva, com 14 homicídios, patamar semelhante ao observado em 2025.
Em 2020, o número voltou a subir, chegando a 22 mortes violentas. No ano seguinte, 2021, Iguatu contabilizou 25 homicídios. Em 2022, houve novo aumento, com 30 assassinatos registrados. Em 2023, o total caiu para 21 mortes, mas em 2024 a violência voltou a crescer, com 27 homicídios contabilizados até o início de dezembro.
Sem resposta
Para aprofundar o levantamento, a reportagem procurou a Delegacia Regional de Polícia Civil de Iguatu em busca de informações detalhadas sobre a elucidação dos crimes, bem como o número de suspeitos identificados, presos ou denunciados em todos os casos registrados nos últimos anos. No entanto, até o fechamento desta matéria, não houve retorno oficial por parte da unidade policial.




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