Justiça de Iguatu adota ferramenta tecnológica e promove mutirão para agilizar combate à violência doméstica

07/03/2026

A 2ª Vara Criminal da Comarca de Iguatu está utilizando uma ferramenta tecnológica para acompanhar vítimas de violência doméstica e, paralelamente, realizará ao longo de 2026 dois mutirões voltados à agilização de processos relacionados à Lei Maria da Penha. As iniciativas buscam dar mais celeridade às ações judiciais e fortalecer a rede de proteção às mulheres no município.

Uma das novidades é o uso do chatbot Violeta, sistema automatizado desenvolvido pelo Laboratório de Inovação do Poder Judiciário do Ceará. A ferramenta permite acompanhar periodicamente mulheres que possuem Medidas Protetivas de Urgência, enviando questionários por meio do WhatsApp para verificar possíveis descumprimentos das decisões judiciais, avaliar riscos e identificar novas situações de violência.

Segundo a juíza Karla Aranha, titular da 2ª Vara Criminal de Iguatu, a ferramenta surgiu da necessidade de monitorar um grande número de medidas protetivas ativas. “Não se trata apenas de gerir processos, mas de garantir que cada mulher esteja, de fato, assistida”, afirmou. De acordo com a magistrada, o sistema permite uma comunicação direta com as vítimas, transmitindo acolhimento e facilitando a adoção de medidas preventivas.

O uso do Violeta também trouxe impacto na rotina da Justiça. Dados do experimento mostram que a dependência de diligências presenciais de oficiais de Justiça caiu de 46% para 33%, tornando o fluxo de trabalho mais ágil e eficiente. A ferramenta começou a ser utilizada de forma experimental em novembro de 2024 e, após resultados positivos, foi regulamentada por portaria em 2025, com perspectiva de expansão para outras unidades judiciais.

 

Mutirão de Enfrentamento à Violência Doméstica

Paralelamente à inovação tecnológica, a unidade judicial realizará, em 2026, o V e o VI Mutirão de Enfrentamento à Violência Doméstica, programados para os períodos de 6 a 20 de março e 10 a 21 de agosto. A iniciativa busca acelerar o andamento de processos, revisar medidas protetivas e realizar audiências concentradas de instrução e julgamento.

Os mutirões ocorrerão em sintonia com as edições da Semana da Justiça pela Paz em Casa, promovida pelo Conselho Nacional de Justiça, e terão atenção especial à análise de inquéritos, verificação de processos com presos provisórios e avaliação de Medidas Protetivas de Urgência pendentes.

De acordo com a magistrada, o esforço concentrado representa um compromisso do Judiciário com a proteção das mulheres. “Essas ações reduzem significativamente o tempo de resposta judicial, fortalecem a rede de apoio e mostram que a Justiça está vigilante no combate à impunidade”, destacou.

Nos últimos dois anos, as edições anteriores do mutirão analisaram 1.420 processos relacionados à violência doméstica em Iguatu, reforçando a atuação da Justiça no enfrentamento desse tipo de crime e na garantia de maior efetividade às medidas de proteção às vítimas.

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