Há 58 anos, no dia 23 de junho de 1965, véspera de São João, aos 14 anos, Maria Augusta foi assassinada covardemente pelo próprio pai, após resistir a tentativa de sedução e abuso do seu genitor. A jovem teria sido morta a golpes de roçadeira, no Sítio São Joaquim, zona rural deste município. Com o passar do tempo, Maria Augusta passou a ser considerada santa popular. O local onde está sepultada, no cemitério Senhora Santana, recebe muitas visitas durante o ano. As pessoas colocam brinquedos, flores, acendem velas como forma de ‘pagar’ por algum tipo de graça alcançada.
A visitação ao local aumenta no feriado do dia de Finados. “A história de Maria Augusta muita gente já conhece. Sabem do fim trágico quando o próprio pai dela tentou abusá-la sexualmente, mas ela resistiu. Situação parecida com a da Santa Maria Goretti da Itália, que foi cruelmente morta pelo namorado, com situação parecida. A partir dos relatos de tantas histórias relacionadas a ela, passei a procurar e pesquisar mais sobre a vida dela. Foi quando saiu esse livreto que conta a história de Maria Augusta, quando não se tinha nada escrito sobre essa história.” ressalta Cícero Cruz, escritor, afirmando que são muitos os relatos atribuídos à intercessão de Maria Augusta por graças recebidas. “São muitos casos, relatos. Com isso muitas pessoas querem ajudar. Uma comissão foi formada com o objetivo de iniciar o processo de Beatificação. A nossa equipe é formada por populares, pessoas ligadas à igreja. “é um processo muito lento, demorado e que requer recursos financeiros. Isso a comissão não tem, por isso atualmente os trabalhos, levantamento de tudo requer tempo e dinheiro. Os trabalhos estão paralisados.” explica Cícero Cruz.
Em novembro de 2017, o então bispo dom Edson de Castro Homem, juntamente com o bispo emérito dom Mauro Ramalho (in memoria), familiares de Maria Augusta e outros integrantes em comitiva visitaram o local onde a jovem teria sido assassinada, no Sítio São Joaquim, zona rural de Iguatu. A visita oficial foi para a igreja conhecer mais de perto para avaliar a possibilidade de abertura de processo canônico. “ A gente vê o quanto é importante que se olhe para essa história com bons olhos. O tanto de brinquedos, objetos que colocam lá como graça alcançada. Um exemplo é o que aconteceu com a menina Benigna, no Cariri. A devoção à jovem movimenta a economia.”, acrescentou projetando uma caminhada até o local onde Maria Augusta foi morta. “São projetos que precisam ser aprimorados, investidos também recursos financeiros.”, complementa Cícero Cruz.





0 comentários