MIS Alcântara Nogueira preserva momentos históricos de Iguatu

14/03/2026

   Apesar de não ser um museu histórico, o MIS (Museu da Imagem e do Som – Francisco Alcântara Nogueira) de certa forma acaba cumprindo esse ‘papel’. Por lá, as pessoas têm contato com as mais diferentes épocas que trazem um pouco da história de Iguatu. Equipamentos, acessórios, objetos, imagens, acervos de áudio, audiovisual e sonoro. As visitas são guiadas e educativas, promovem ao público uma aproximação e conhecimento com a história e personagens do município.

            A ideia do museu é estimular a busca pela memória, mostrar o pertencimento de território, e apresentar esses fatos aos mais diferentes públicos visitantes. Durante a experiência, as pessoas podem explorar vários espaços. Inaugurado na década de 1990, o museu reúne peças que vão de projetores do antigo Cine Alvorada a acervos do compositor e parceiro do Luiz Gonzaga, Humberto Teixeira, galeria de ex-prefeitos e fotos de momentos históricos de Iguatu.

            Com seus fragmentos que narram trechos do desenvolvimento social, artístico, econômico e outros fatores do município. O MIS é o guardião da memória local. O equipamento é gerenciado pela Secretaria da Cultura e do Turismo de Iguatu.  Entre as relíquias, destacam-se itens tecnológicos hoje em desuso, mas que marcaram gerações, como as primeiras televisões coloridas, máquinas de escrever, câmeras fotográficas antigas e um vasto arquivo em fitas VHS e K7. Ir ao MIS é um passeio interessante. Mais do que objetos, o MIS Alcântara Nogueira preserva legados.

            Exposições dedicadas a grandes figuras da terra e da cultura nacional são o ponto alto da visitação. O público pode conferir detalhes sobre a vida e obra de nomes como Humberto Teixeira (o “Doutor do Baião”), o maestro Eleazar de Carvalho, o intelectual Pedro Lima Verde e o compositor Evaldo Gouvêa. Além do acervo material que inclui também peças indígenas e recortes de jornais de época, a instituição mantém um papel dinâmico na sociedade.

Para quem busca compreender a formação da identidade de Iguatu, o MIS Alcântara Nogueira é parada obrigatória, unindo a nostalgia da tecnologia antiga à riqueza biográfica de seus filhos ilustres.

            O museu foi criado em 1989, por iniciativa do vereador Alder Teixeira. A Câmara Municipal aprovou a Lei de criação do Museu da Imagem e do Som (MIS) e a prefeitura cedeu um prédio, sendo inaugurado em 15 de abril de 1995. O museu recebe o nome do professor iguatuense, Francisco Alcântara Nogueira, bacharel em Direito, historiador, jornalista, filósofo e político na década de 1940.

            O museu de Iguatu representa o espaço da memória, das experimentações e até mesmo da contemporaneidade do povo iguatuense. Os primeiros bens culturais que compõem o núcleo inicial do museu foram doados por famílias e por comunidades, entidades e doações particulares. O MIS funciona na rua 13 de Maio, no Edifício Ana Bezerra Moreira – Vivina, ao lado do SESC.

O espaço costuma receber visita de estudantes através de atividades educativas desenvolvidas pelas escolas, que na ocasião tem a oportunidade de conhecer de perto a história da cidade.

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