Moradores cuidam de cadela de rua e buscam ‘tutor’ para adoção

14/06/2025

Um caso de amor e solidariedade ‘pet’ foi registrado pelos moradores do bairro Tabuleiro. As pessoas estão cuidando de um filhote de cachorro, a cadelinha ‘Mel’, um animal pequeno com idade aproximada de 9 meses, que chegou ao bairro e não foi mais embora. De acordo com os voluntários que estão cuidando do animal, ela já está no local há mais ou menos dois meses e até agora não foi procurada por ninguém.

Os moradores estão cuidando da cadela, mas já estão se mobilizando para conseguir um tutor que possa adotá-la. Mel vive os dias perambulando pelas calçadas, pois ela ainda não tem lugar certo para ficar à noite.

Houve uma tentativa de castração para evitar reprodução aleatória, mas não foi possível por causa do quadro clínico dela. Exames que foram custeados pelos voluntários revelaram que ela estava anêmica e com as plaquetas baixas.

Para recuperar a saúde e entrar na fila de castração, Mel está sendo tratada com medicação prescrita pelo veterinário.

Por ser um animal dócil e amigo, a cadela já virou o xodó da rua. É acariciada por quem se aproxima e corresponde com um olhar, sempre de gratidão, e um abanar de rabo. O trecho do bairro onde o animal é visto com frequência é na Rua José de Alencar, próximo ao Mercantil Aguimar. Alessandro, comerciante do estabelecimento, foi quem teve a iniciativa de levar Mel para as consultas, aplicação de vacina, banho em pet shop, e já se comprometeu em levá-la para castrar, assim que ela estiver recuperada totalmente. O próximo passo será conseguir alguém para adotá-la, pois ela precisa de um lar.

O caso da Mel é semelhante a centenas de outros animais, cães e gatos que estão abandonados nas ruas de Iguatu. Muitos estão doentes e são vetores para hospedar e transmitir vírus, bactérias e parasitas para outros. Sem um programa de controle de natalidade e um abrigo para onde eles possam ser levados, por estarem se reproduzindo aleatoriamente, a tendência é esta população continuar aumentando. Um abrigo para receber esses animais, onde pudessem passar por tratamento de saúde, castração e cuidados, seria a política pública mais eficaz para reduzir a população de rua e viabilizar as adoções. As pessoas têm vontade de adotar, mas têm medo por não saber a origem do animal e suas condições clínicas.

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