Moradores do Cocobó denunciam motoqueiros empinando motos

28/02/2026

Moradores do bairro Cocobó denunciam que motoqueiros estão praticando manobras perigosas usando motos, principalmente empinando os veículos, arriscando a vida deles e dos moradores. Os casos se repetem em horários diferentes do dia. Por não ter nenhuma sinalização nem fiscalização, os motoqueiros trafegam em alta velocidade.

De acordo com a denúncia, os infratores costumam empinar motos num trecho da Rua Major Pedro Alcântara, artéria que começa no Cocobó de Baixo, cruza a Rua do Cruzeiro e termina no cruzamento com a Av. Plácido Castelo, bairro 7 de setembro. Por ser um trecho bem íngreme, os aventureiros aceleram as motos e empinam no final da subida. Por não terem visibilidade de quem trafega em sentido contrário, os motoqueiros imprimem perigo aos pedestres, ciclistas e condutores de outros veículos. Ainda de acordo com os moradores, acidentes já foram registrados envolvendo idosos, e animais que foram atropelados e mortos. “Queremos pedir que providências sejam tomadas. Coloquem sinalização, redutor, câmera, qualquer coisa, mas como está não pode continuar”, disse um morador indignado.

Um agravante da denúncia é que a maioria dos infratores é formada por motoqueiros que trabalham fazendo entrega de alimentos prontos, oriundos de pizzarias, restaurantes, pastelarias, lanchonetes e outros estabelecimentos do gênero. Os moradores apontam que os infratores sempre estão com uma ‘caixa de entrega’ nas costas empinando motos.

Infração gravíssima

A reportagem procurou a secretaria de Segurança e Trânsito para se posicionar sobre as denúncias. De acordo com o secretário titular da pasta, Rodrigo Rodrigues, a denúncia dos moradores é coerente, porém ressaltou que se torna inviável disponibilizar agentes de trânsito no local, por não haver efetivo suficiente. O secretário lembrou que outras ações podem ser implementadas no sentido de coibir a prática, considerada infração gravíssima. De acordo com o secretário, o órgão de trânsito vem agindo, sempre dentro da legalidade na tentativa de inibir as práticas delituosas no trânsito que possam colocar em risco a vida de usuários. Ele lembrou que as ações ocorrem sempre em consonância com as forças da segurança como Guarda Civil Municipal, Polícia Militar e Polícia Civil, esta última colaborando em trabalho investigativo.

O usuário que for flagrado neste tipo de infração poderá ser punido com multa no valor de R$ 293,97 (artigo 244 Código de Trânsito Brasileiro), 7 pontos na CNH, suspensão do direito de guiar veículo, retenção da CNH e retenção do veículo. Ainda de acordo a lei, se a infração for em via pública, o condutor comete ‘crime de trânsito’, podendo responder pelo artigo 308 do CTB, que prevê detenção de 6 meses a 3 anos, suspensão da CNH e do direito de guiar veículo e multa.

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