O caso “lagoa da Bastiana” – parte final

29/01/2022

Na nossa última coluna trouxemos a primeira parte desse assunto que tem movimentado a nossa cidade. Naquela oportunidade prevíamos que o Ministério Público pudesse vir a participar da discussão o que de fato ocorreu, recomendando ao gestor municipal a suspensão das obras de urbanização, suspensão da licença de instalação da obra, entre outras medidas de ordem técnica.

O acesso aos meios de comunicação e às redes sociais, tem sido divisor de águas quando se fala em participação popular nesse tipo de situação que vivenciamos. Desta forma, projetos que de uma forma ou outra traga impactos sociais, devem obrigatoriamente ser ladeados de estudos participativos, onde a sociedade e seus representantes possam interagir nas medidas que serão adotadas, em caso contrário podemos passar novamente por esse tipo de situação vivida.

A lagoa agoniza também em razão da expansão imobiliária que ocorre em nossa cidade, o que necessita intervenção do Ministério Público agindo por exemplo, em relação ao despejo de esgotamento sanitário em seu leito como destacamos na coluna anterior, que se apresenta tão grave quanto a urbanização que ora se discute quanto a regularidade ou não da obra.

É necessário ainda transformar a luta iniciada em defesa da lagoa, em um ponto de partida para que possamos conhecer melhor aquele espaço, através de projetos de revitalização, ambientais, pedagógicos, entre outros, onde será possível a convivência harmoniosa entre a natureza e a expansão da cidade de forma a não gerar prejuízos, como os que atualmente se verifica em uma simples caminhada pelas suas margens.

A luta iniciada por aquelas pessoas precisa ser entendida como um ato verdadeiro de defesa ambiental, desprezando qualquer interesse político partidário seja de qual lado for, onde a partir daquele movimento social criado, as instituições  sejam elas públicas, privadas ou de representação social, possam construir junto e em parceria com o poder público municipal, caminhos e mecanismos que possam transformar a realidade atual de forma sustentável e  comprometida com a preservação ambiental daquela área, que é sem nenhuma dúvida um cartão postal da terra da água boa.

Até breve!

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