O Sino da Madrugada

22/08/2026

 

Arthur Alves da Silva *

Em um vilarejo do interior, cercado por morros e estradas de terra, havia uma pequena igreja com um sino antigo. Diziam que ele era tocado pelos antigos moradores, ainda no tempo em que tudo era mato e pequeno.

O costume era simples: o sino só tocava aos domingos e em dias de festa. Mas certa madrugada, antes mesmo de o sol nascer, o sino começou a bater sozinho. Don… Don…

Os moradores acordaram assustados. Uns diziam que era o vento, outros juravam ter visto alguém na torre. Ao chegarem à igreja, não havia ninguém. O sino estava parado, como se nunca tivesse se mexido.

No mesmo dia, uma chuva forte caiu na região. O rio que passava perto do vilarejo encheu e, de repente, levou a ponte que ligava o povoado à estrada principal. Se alguém tivesse tentado passar pela ponte naquela madrugada, teria sido levado pela correnteza.

Desde então, os mais velhos recontam essa história, dizendo que o sino se tornou o protetor do local. A comunidade aprendeu a cuidar uns dos outros e a prestar atenção aos sinais, além de respeitar a cidade.

 

* Arthur Alves da Silva nasceu em 15 de julho de 2014, em Iguatu, no Ceará. É filho de Mocelia Pinheiro da Silva e Francisco Alves da Silva Filho. Mocelia é técnica de enfermagem, e Francisco é comerciante. Arthur reside em Iguatu desde 2014. Em 2023, ingressou na Escola Modelo de Iguatu. Gosta muito de assistir a documentários e demonstra interesse por séries investigativas.

MAIS Notícias
“Codinome Beija-Flor”: um segredo jamais revelado!
“Codinome Beija-Flor”: um segredo jamais revelado!

    Há músicas que parecem nascer de uma história de amor. Outras parecem nascer de uma ferida. Até aí tudo normal. Estranho mesmo é quando a música nasce dessas duas condições. Foi o que aconteceu com “Codinome Beija-Flor”, de Cazuza, Ezequiel Neves e...

De Schopenhauer a Ednardo: a vida é que tem razão!
De Schopenhauer a Ednardo: a vida é que tem razão!

    Certa vez, tive a oportunidade de jantar, aqui mesmo em Iguatu, com o cantor e o compositor Ednardo. Aquilo não foi apenas um jantar, foi um momento luminoso que o tempo me concedeu. Sentar-se à mesa com Ednardo era, de alguma maneira, sentar-se diante...

0 comentários

Enviar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *