Ocorrências de incêndios aumentam na primeira semana de agosto

08/08/2020

Somente nos três primeiros dias deste mês, a 1ª Cia do 4º Batalhão de Bombeiros Militar de Iguatu atendeu 22 ocorrências de incêndio em vegetação, quando a média de focos registradas na cidade chega ano passado era de cinco ocorrências por dia. As viaturas de combate a incêndio praticamente não param no quartel. Além de Iguatu, a companhia atende outros 18 municípios. Uma das últimas foram registradas ontem, sexta-feira, 07, à tarde, na Serra de Cruz de Pedras, na região do Distrito de José de Alencar, e na Vila Acampamento, zona rural de Quixelô.

“Na região de Cruz de Pedras, algo em torno de 20 hectares foram queimados. Utilizamos toda água da viatura, além das bombas costais. Essa área é onde a gente costuma soltar os animais que são capturados, principalmente cobras. Portanto, um incêndio com essa dimensão, provavelmente, algum desses animais tenham sido queimados com o fogo. A guarnição teve que se deslocar para outro incêndio entre Iguatu e Quixelô”, destacou o tenente-coronel Nijair Araújo, comandante do 4º Batalhão de Bombeiros Militar, ressaltando que muitas vezes as ocorrências são praticamente simultâneas. “Somente em um dia todas as guarnições estavam em ocorrências e tinham mais outras cinco que ficarem esperando atendimento”.

A vegetação seca e os fortes ventos ajudam a alastrar o fogo que rapidamente –

Na última quinta-feira, 06, acompanhamos duas ocorrências simultâneas, o fogo que atingiu uma grande área de vegetação no Bairro Novo Altiplano e outra no Lagoa Park. “Ontem, quarta-feira, tocaram fogo pela manhã, os bombeiros vieram apagaram e agora tocaram de novo. O pior que a gente não sabe quem é. O fogo devastou tudo. A fumaça invade nossas casas. Eu tive que sair de casa com meu filho menor que tem problema de asma. A gente está com medo dessa pandemia do coronavírus. Agora tem esse fogo por aqui”, lamentou a dona de casa Antônia Carvalho, moradora do Bairro Lagoa Park.

Crime ambiental

As ocorrências de fogo em vegetação neste período do ano praticamente duplicaram, de cinco passaram para pouco mais de dez ocorrências por dia, situação preocupante porque requer maior trabalho do Corpo de Bombeiros.

A vegetação seca e os fortes ventos ajudam a alastrar o fogo que rapidamente se espalha atingindo grandes áreas, destruindo tudo pela frente. Nos dois locais de incêndio, registramos muito entulho e lixo ainda pegando fogo. “A maioria dos focos são praticadas por ação humana. O pior que não chegam até a gente a autoria. Precisamos contar com apoio da população para denunciar esses casos. Isso é crime”, acrescentou Nijair.

Ano passado, 92% das ocorrências atendidas pelo Quartel dos Bombeiros em Iguatu foram de incêndio em vegetação. O Governo do Ceará decretou recentemente Estado de Emergência Ambiental no Ceará devido ao maior risco de incêndios florestais e queimadas, no período compreendido entre julho deste ano a janeiro de 2021. Período em que acontecem maiores ocorrências desse tipo.

Em 2019, 92% das ocorrências atendidas pelo Quartel de Iguatu foram de incêndio em vegetação –
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