Os efeitos da normalização da automedicação no Brasil

15/10/2022

Por Gustavo Barbosa (Estudante)

O seriado norte-americano “House”, criado e escrito pelo canadense David Shore, traz à tona muitos questionamentos a respeito do uso indiscriminado de medicamentos. A série se passa na cidade de Princeton, nos Estados Unidos, e levanta críticas acerca da automedicação inadequada dos norte-americanos, o que muitas vezes causa o agravamento do problema combatido pela falta de instrução médica.

No Brasil, dados do Conselho Federal de Medicina indicam que 77% dos brasileiros fazem o uso de medicamentos sem qualquer orientação médica. Mas, especificamente nesse momento de pandemia, a automedicação pode comprometer a saúde, tornando a pessoa ainda mais vulnerável aos riscos da contaminação pelo vírus da COVID-19.

Nessa perspectiva, os riscos e consequências da automedicação e do uso indiscriminado de medicamentos podem levar ao autodiagnóstico incorreto, interações medicamentosas perigosas, erros tanto na administração, quanto na dosagem e na escolha incorreta da terapia, podendo mascarar uma doença grave, além de haver o risco de dependência e abuso. Além disso, o uso indiscriminado de antibióticos durante um longo prazo pode promover resistência a patógenos e consequentemente a ineficácia do tratamento em infecções futuras.

Dessa forma, é imprescindível que todos se conscientizem de que a automedicação deve ser feita de forma minuciosa e consciente. Ademais, é fundamental que órgãos governamentais como a ANVISA e o Ministério da Saúde promovam mais campanhas publicitárias, palestras e trabalhos educativos a fim de quebrar o paradigma de que o conhecimento popular valha mais que o parecer d um profissional. Assim, à medida que o Estado, por meio de seus órgãos competentes, exercer intensa fiscalização em farmácias, laboratórios e centros de distribuição farmacêutica, e a população se informar e se conscientizar, não haverá mais tão altos índices de problemas e mortes ocasionadas pela automedicação.

*Texto produzido na Oficina de Redação do Professor José Roberto Duarte

MAIS Notícias
Maria: uma estranha mania de ter fé na vida!
Maria: uma estranha mania de ter fé na vida!

  Em 1975, Fernando Brant estava numa praia, na cidade de São Francisco de Itabapoana, no Rio de Janeiro, quando um grupo de dança recém-formado, composto por homens e mulheres, o abordaram e pediram a sua ajuda na realização de um sonho: propuseram que ele...

0 comentários

Enviar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *