“Fiz a prova em 3h23”, contou satisfeito o padre Henrique Teixeira, pároco da igreja matriz de Senhora Sant’Ana, de Iguatu. Ele participou no último final de semana da Maratona de Salvador, Bahia, onde percorreu os 42km da prova. “A Maratona de Salvador foi uma jornada de pura força e determinação. Cada quilômetro revelou não apenas nosso esforço, mas a imensa emoção que pulsava nas ruas”, disse.
A missão do padre Henrique foi concluída com sucesso. O religioso superou sua meta pessoal. “No km 30, eu achei que não ia dar, mas a gente respira fundo, lembra o porquê começou e simplesmente continua. Cada quilômetro foi um desafio, mas a chegada foi inesquecível. O que realmente impulsionou a corrida foi o apoio incondicional das pessoas, que transformaram a cidade em um coro de incentivo, dando energia a cada corredor, sem distinção. E no final, a emoção da linha de chegada coroou o esforço, provando que, em uma maratona, a superação é uma festa coletiva”, pontuou.
Para participar da prova, o padre disse que intensificou a rotina de treinos. “Na verdade, eu nunca tive a intenção de ser corredor, nunca nem havia pensado nisso. A corrida nasceu de uma descoberta, inicialmente quando comecei minha vida ministerial como padre eu cheguei ao sobrepeso, cheguei a oitenta quilos e junto a isso veio gordura no fígado, triglicerídeo alto, reincidência em cálculo renal. Então, ao conversar com um médico, ele orientou que fizesse alguma atividade porque eu era cem por cento sedentário. Ele disse: ou você inicia uma nova rotina de vida ou a sua situação vai somente piorar. Eu iniciei fazendo caminhada. Comprei um tênis e aí comecei a caminhar. Depois de uns dois meses eu comecei a dar uns trotes, corrida leve e aí quando foi no final de 2023 eu consegui pela primeira vez correr sem parar uma distância de sete quilômetros. Eu fui acompanhado de uma pessoa que já corria já um pouco mais de tempo do que eu”, ressaltou.

Preparação
Padre Henrique afirma que a partir daquele momento ficou mais motivado a intensificar os treinos e até mesmo participar de uma prova para valer. “Em janeiro de 2024, incentivado por um amigo me inscrevi numa prova de 5km em Iguatu e aí fiz a prova num tempo excelente para quem estava começando a correr. Isso me motivou. Depois me inscrevi para uma prova de 10km. Comecei uma preparação com planilha de internet mesmo, seguindo a orientação desse amigo e consegui realizar a prova. Daí então comecei a focar na primeira meia maratona, os 21km. Fiz todo um período de preparação de aproximadamente cinco meses me preparando para isso. E nesse meio tempo fui participando de outros eventos de corrida, outras provas.”
A cada avanço nos desafios, o padre passou a ser acompanhado por um assessor de corrida profissional, Plauto Holanda. “Em setembro do ano passado, eu corri minha primeira meia maratona, fiz num tempo muito bom também e aí comecei a ser acompanhado por um treinador para melhorar o tempo na meia maratona e agora pelo mês de maio eu decidi correr minha primeira maratona, os 42km. Não tinha ainda em vista o lugar e aí como eu tinha ainda quinze dias de férias para tirar, nós temos um mês de férias, trinta dias por direito, havia tirado quinze dias no começo do ano e deixei para tirar os outros quinze dias agora no mês de setembro e aí procurando algum evento de maratona encontrei em Salvador. Então, fiz a inscrição, alinhei isso com o meu treinador e a gente foi trabalhando em cima dessa possibilidade, foi me encaminhando os treinos. No dia 20 corri minha primeira minha primeira maratona”, destacou.
Interação
O padre relata a conquista de vivenciar esse desafio. “A mudança não aconteceu somente no que diz respeito a minha saúde. Houve uma mudança muito positiva desde que comecei a correr, até a prática de exercício físico. A gente acaba também adaptando muito a alimentação, mudando muito a disciplina com relação a isso. E uma das grandes mudanças também foi a proximidade com outras pessoas fora do âmbito religioso. Inclusive até como ajuda diante da missão que eu assumo como padre, claro não querendo colocar a religião, incutir isso na cabeça das pessoas, mas acaba que a gente se torna uma presença no meio de uma realidade extra muros da igreja e a gente igreja lá onde estamos. Então, é uma mudança que vai transformando não somente a questão da saúde, mas também essa interação com a relação com outras pessoas”, concluiu.




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