Projeto Caminho das Almas promove passeio cultural no cemitério Senhora Santana

07/11/2020

Mais uma vez o cemitério Senhora Santana, o mais antigo de Iguatu, foi cenário para o projeto desenvolvido pelo produtor cultural e músico Michel Prudêncio. Há três anos, o feriado de finados serviu de inspiração para criação do projeto Caminho das Almas.

Neste ano, por conta da pandemia, o evento não contou com a participação de muitas pessoas. O artista aproveitou o momento para divulgar pelas redes sociais o passeio em meio às sepulturas. “Pela primeira vez, eu vi o cemitério com pouca gente em comparação aos anos anteriores. A visita guiada, porém, desta vez, usamos os recursos tecnológicos e transmitimos em live pelas redes sociais e também foi registrado em vídeo. Mesmo assim ainda teve um pequeno número de pessoas que participou da visita”, destacou Michel Prudêncio.

O projeto é desenvolvido pelo produtor cultural e músico Michel Prudêncio – FOTO ALEXIA DUARTE

A visita consiste em percorrer o cemitério de Iguatu para ouvir e contar histórias, observar túmulos, a arquitetura dos sepulcros, observar personagens da história, personagens anônimos da cultura da cidade. “Observar também nossa religiosidade. Entre esses túmulos que a gente visita, a gente destaca os túmulos do americano e de Maria Augusta, de políticos, de figuras ilustres da cidade, observamos também as tradições que permeiam esse universo cristão. A gente vê que essas tradições, por exemplo, dos sertanejos estão se perdendo com a abertura dos centro de velórios. Alguns rituais não existem mais como as carpideiras, que choravam nos velórios, o ritual de levar o corpo, de velar o corpo em casa. Tudo isso está sumindo”, ressaltou, mostrando-se contente por mais uma edição do projeto. “Ficamos muito felizes porque teve uma boa repercussão nas redes sociais, por ser uma coisa atípica. Espero que no próximo ano a gente possa realizar tanto com a presença das pessoas e também virtual. A gente agradece às pessoas que apoiam e compreendem a intenção desse projeto”.

EP Reza dor

Nas edições anteriores, Michel realizou apresentações musicais na antiga estação em uma roda iluminada com uma fogueira. Esse ano, por conta da pandemia do novo coronavírus, a apresentação artística não aconteceu. “Não promovemos aglomerações, mas mesmo assim a data não passou batida”, disse.

Em todas essas ações Michel utiliza como matéria para construção do EP que está em desenvolvimento o ‘Reza dor’. “Também faz parte do meu processo de luto. Então tem uma ligação muito forte com essa temática, meu trabalho artístico. Que inclusive estou realizando um financiamento coletivo. Quem quiser somar com esse projeto pode ajudar acessando o site do vaquinha virtual”.

Neste ano por conta da pandemia, o evento não contou com a participação de muitas pessoas – FOTO ALEXIA DUARTE

Quem quiser contribuir financeiramente com o trabalho artístico basta acessar o endereço eletrônico: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/financiamento-coletivo-ep-reza-dor

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