A semana de trabalhos na Câmara Municipal de Iguatu foi marcada por debates sobre a situação da saúde pública, aprovação de projetos e discussões políticas entre parlamentares. Nas sessões realizadas na terça-feira (10) e quinta-feira (12), os vereadores acompanharam a apresentação do relatório de gestão da Secretaria de Saúde, analisaram matérias administrativas e levantaram demandas da população relacionadas às chuvas e à infraestrutura urbana.
Na terça-feira, o secretário municipal de Saúde, Leonardo Mendonça, apresentou aos vereadores o relatório do terceiro quadrimestre de 2025. Entre os dados destacados, estão a ampliação das equipes de atendimento na atenção primária, aumento das visitas domiciliares, redução de 17% na mortalidade infantil e cobertura de imunização que chegou a 72%.
Durante a explanação, o gestor respondeu a questionamentos sobre a realização de exames, a falta de medicamentos e a pressão enfrentada pela rede pública. Segundo ele, a demanda crescente tem provocado momentos de superlotação no Hospital Regional de Iguatu e na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), especialmente em períodos de maior procura pelos serviços. Mendonça também destacou que os investimentos na saúde municipal giram em torno de R$ 180 milhões.
Ainda na mesma sessão, parlamentares discutiram problemas estruturais em bairros da cidade agravados pelas chuvas.
Na quinta-feira, os vereadores aprovaram em primeira votação dois projetos de lei que reconhecem como de utilidade pública a Associação Comunitária do Sítio Cipó II, de autoria do vereador Diego Felipe (AVANTE), e a Associação dos Corredores de Iguatu, proposta pelo vereador Sávio Sobreira (PSB). As matérias ainda passarão por nova deliberação em plenário.
Em sessões extraordinárias, a Câmara também aprovou em segunda e última votação o projeto que concede reajuste de 7% aos servidores do Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Iguatu, com efeito retroativo ao mês de janeiro.
O plenário ainda registrou momentos de tensão durante debate entre os vereadores Willames Alencar (PSDB) e Joaquim Ribeiro, o Joaquim do Pezão (PT). A discussão avançou para o cenário político nacional, com referências à polarização entre os grupos ligados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Além das pautas administrativas, vereadores também reforçaram reivindicações da população, como a falta de médicos no PSF do bairro Cajazeiras, melhorias na estrada que liga o Sítio Araras à Vila Serrote, reposição de luminárias nos loteamentos Premier I e II e a instalação de uma faixa elevada na Rua Silvo Amaro.




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