O projeto Escola Sustentável segue ampliando os resultados da coleta seletiva em Iguatu e já contabiliza, em 2026, a arrecadação de 14.699 quilos de materiais recicláveis, o equivalente a cerca de 14,7 toneladas. Atualmente, a iniciativa atende sete escolas do município e mobiliza estudantes, profissionais da educação e moradores das comunidades atendidas.
Na mais recente coleta realizada na Escola Luísa Bezerra de Souza, no bairro Fomento, foram arrecadados 381 quilos de materiais recicláveis, gerando renda de R$ 246,00. Somente essa unidade já recolheu 9.567 quilos de resíduos neste ano, retirados diretamente da comunidade local. Do total arrecadado pelo projeto em 2026, foram registrados 181 quilos de alumínio, 2.097 quilos de papel, 2.378 quilos de ferro, 2.400 quilos de vidro e 5.643 quilos de plástico.
De acordo com o coordenador do projeto, Ricardo Amorim, a Escola Luísa Bezerra se destaca pelos resultados alcançados e pela participação da comunidade. “A coleta na Luísa Bezerra acontece mensalmente e é a escola que apresenta a maior arrecadação. Em algumas unidades estamos implantando coletas quinzenais, mas no Fomento o trabalho já está consolidado. Há meses em que conseguimos arrecadar ainda mais material, e toda a renda obtida retorna para a própria escola”, destacou.
Segundo Ricardo, os recursos gerados pela reciclagem já contribuíram para melhorias na infraestrutura da unidade. “A escola já possui duas salas de aula climatizadas graças ao projeto e também já adquirimos mais duas centrais de ar. Estamos aguardando apenas a conclusão de adequações estruturais e elétricas para que os equipamentos sejam instalados”, afirmou. Ele também ressaltou que todas as informações sobre entradas, saídas e resultados das coletas são registradas em um sistema integrado ao Recicla Centro-Sul, iniciativa desenvolvida em parceria com o Prodetec, programa de desenvolvimento territorial do Banco do Nordeste.

PRODETER e CORRAJ
Nesta semana, o projeto recebeu a visita de três técnicos do Banco do Nordeste para avaliação de uma proposta inscrita em uma lei de incentivo à reciclagem. O projeto busca captar R$ 472 mil para ampliar as ações desenvolvidas nas escolas. “Os técnicos visitaram a Escola Luísa Bezerra, conversaram com alunos, professores e funcionários e acompanharam de perto como acontece o trabalho de coleta seletiva. Foi uma oportunidade importante para apresentar os resultados alcançados e o impacto social e ambiental da iniciativa”, ressaltou Ricardo Amorim.
O projeto passou de cinco para sete escolas em 2026, com a inclusão da Escola Joaquim de Souza Pinto, na Vila Cajazeiras, e da Escola Francisco Sebastião Uchôa, no Sítio Santa Rosa. Também participam as escolas Maria Selvita Bezerra, na Vila Penha; Luísa Bezerra de Souza, no Fomento; João Rocha Fialho, no Gadelha; Bevenuto Alves, no Quixoá; e Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.
Os materiais coletados são comercializados com a Associação de Catadores de Iguatu, contribuindo para a destinação correta dos resíduos e para a geração de renda dos trabalhadores da reciclagem. A iniciativa conta ainda com o apoio do PRODETER, Banco do Nordeste, CORRAJ (Consórcio Regional de Resíduos do Alto Jaguaribe), Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Secretaria Municipal da Educação.



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