Simpósio de carcinicultura reúne produtores de Iguatu e região

23/07/2022

Com o intuito de elaborar estratégias eficientes para o desenvolvimento sustentável da criação de camarão e propor medidas eficientes, carcinicultores de Iguatu se reuniram na Câmara dos Dirigentes Lojistas – CDL na quarta-feira, 20, com objetivo da avaliação dos impactos biológicos, físicos e socioeconômicos provenientes das atividades de carcinicultura.

A maioria das atividades de carcinicultura está localizada na faixa litorânea, em regiões com influência de águas salinas (principalmente no manguezal), devido às condições favoráveis que o ambiente apresenta, como características de solo, clima, e água dentro dos padrões para o perfeito desenvolvimento da atividade. Porém, Iguatu se coloca no mercado estadual como o quarto maior produtor.

A cidade de Aracati, no litoral do Ceará, é o maior produtor do Brasil. Daquela cidade, Caio Costa, engenheiro de pesca, foi um dos palestrantes do simpósio. “O aumento descontrolado e sem planejamento da instalação de viveiros e, consequentemente, da produção de camarões contribui para que os crustáceos estejam susceptíveis a doenças e para que haja alterações nas condições ecológicas dos viveiros e dos ambientes que os cercam. O sucesso da produção está ligado a uma soma de fatores como adotar o manejo adequado para processos, com alimentação, tratamento de efluentes e de água, seleção da população cultivada e correção do solo”, disse.

R$ 20 milhões

Em Iguatu, há quatro anos, havia apenas um produtor. Hoje, já são 25 cuja estimativa de produção anual, para 2022, é de 1.500 toneladas do crustáceo, com faturamento previsto ao fim do ano de R$ 20 milhões, segundo a Secretaria de Agricultura do Município.

No interior, a produção foi adaptada aos tanques escavados na terra. Além de Iguatu, a expansão também chegou a cidades como Jaguaribe, Jaguaruana, Itaiçaba, Quixelô, Orós e Icó. “Conhecimento e troca de experiência. Acredito que esse é objetivo de todos. A demanda do mercado está aí, só resta trabalhar e produzir e juntos conseguimos melhores resultados”, disse Queiroz Neto, produtor da cidade de Quixelô.

Comprovando a viabilidade e lucratividade, criadores foram incentivados a expandir o número de tanques e, por meio de acompanhamento fornecido pelo programa Camarão de Iguatu, implantado em 2019 pela Secretaria de Agricultura do Município, a carcinicultura rapidamente avançou. “O programa oferece assistência técnica, análise de solo e de água, projeto topográfico, ambiental e de outorga, além de fornecer logística de comercialização, por meio de engenheiro de pesca, geólogo, topógrafo e biólogo”, disse Venâncio Vieira, titular da pasta.

O simpósio debateu manejo de rações e controle de pragas, assim como os entraves para obtenção licenças para atividade e acesso para as contratações de créditos de financiamento.

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