Todo iguatuense que vai para a São Silvestre corre por uma motivação

27/12/2025

Todo atleta que vai para a São Silvestre corre por uma motivação. Rafael Holanda Alencar, 37, advogado, ‘Dr. Rafael’, vai correr por querer estar na centésima edição da competição, por outro lado, porque pensa em dar um tempo nas competições por causa de uma lesão na coluna. Será a terceira participação dele na corrida.

Por incrível que pareça foi por outro motivo de saúde que ele começou a correr. Por causa de uma pancreatite (inflamação no pâncreas), e precisando se adaptar a uma nova rotina, começou a correr. “A corrida ajuda a gente a meditar um pouco, colocar as ideias no lugar, além de ajudar no controle das taxas, manter a saúde e literalmente trabalhar a saúde física e mental”.

Outro atleta de Iguatu que estará na São Silvestre é consultor de vendas José Amilton Gomes de Almeida, 61. Estreante na prova de 15 quilômetros, Amilton vai correr na categoria 60+. Ele começou a correr há três anos, de lá para cá já participou de competições, já venceu prova e agora se prepara para seu maior desafio: conseguir completar os 15 quilômetros da São Silvestre. É sua motivação para ir a São Paulo, seu projeto novo de corrida. Amilton sempre foi bom corredor. Oriundo de uma família de atletas, corria atrás de bola, foi jogador de futebol até os 36 anos. Estava afastado das atividades até receber o convite da equipe Cangaceiros Runners e voltar a praticar esporte, desta vez como corredor de rua. “Hoje não me vejo sem estar participando, sem contar que você se torna outra pessoa, porque a corrida é uma grande aliada da saúde”, frisou.

O médico Hilário Francelino, 33, corre motivado pelo desejo da volta ao palco da São Silvestre. Ele já esteve lá em 2014 e 2016, ainda quando acadêmico de Medicina. Agora, dez anos depois está de volta. “Fazia um tempo que eu queria voltar, mas houve alguns imprevistos, entretanto, agora na centésima edição eu consegui me inscrever e consegui treinar o suficiente também”, lembrou.

Hilário corre motivado por ele mesmo. Quer bater os resultados das participações anteriores e mostrar que é tão bom nas pistas de corrida de rua, assim como é na prática da medicina.

Márcia Elândia Dantas de Oliveira, 57, estará na São Silvestre pela segunda vez. Sua primeira participação foi em 2018. Ela corre por motivos bem significativos: por ser uma corrida histórica e reconhecida mundialmente, também pela sensação de alegria, descontração e interação com o ambiente e com ela mesma. “Correr a São Silvestre é algo inenarrável, nada é impossível para quem acredita na força interior. Nós iguatuenses vamos brilhar na avenida”, disse. Agricultora aposentada, hoje costureira autônoma, Márcia é inspiração para o grupo de corredores. Para ela também estar na São Silvestre pela 2ª vez é algo histórico: “Inenarrável”. Imagine que ela começou a correr para fugir da rotina e espantar as doenças oportunistas. De tantas corridas que já participou, tem em casa uma coleção de medalhas e troféus das competições que já participou.

Quando adolescente Márcia Elândia era muito extrovertida e saltitante, pois acredite, ela já tinha uma atleta guardada, mas na época não tinha oportunidade para praticar corrida. “O tempo passou, casei, passei a assumir responsabilidades e no decorrer dos anos adquiri doenças cotidianas (colesterol, triglicerídios, glicose e outras), daí então passei a praticar esporte, e correr é umas das minhas preferidas”.

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