‘Zé Roberto’, mascote do Azulão, é diagnosticado com calazar

21/03/2026

De visitante anônimo o melhor amigo do homem ganhou notoriedade. E o reles cão de rua ganhou o nome de ‘Zé Roberto’ e se transformou na mascote do time de Iguatu. Zé Roberto é um cachorro que começou a frequentar as dependências do estádio Morenão, ainda filhote, sem nenhuma pretensão, mas ao longo do tempo conquistou a graça e confiança de todo elenco do Azulão. Mais do que isso, conquistou também a torcida.

A relação de amizade entre o animal, o clube de Iguatu e os torcedores, chamou a atenção da imprensa televisiva e o cachorro Zé Roberto foi notícia no jornal A Praça, no CETV, da TV Verdes Mares, e até no Hora Um da Globo.

A notícia triste e que ninguém gostaria de dar é que infelizmente o animal foi diagnosticado com calazar, doença infecciosa transmitida pelo mosquito-palha (Lutzomyia longipalpis) ou flebótomo.

O cachorro é um hospedeiro do parasita da doença. O mosquito, ao picar o animal contaminado, pode transmitir o parasita para outro animal ou para uma pessoa. Não há transmissão direta de pessoa para pessoa, ou de um animal para o ser humano sem haver o hospedeiro.

ERRATA

Diferentemente do que foi informado anteriormente na matéria sobre o cão “Zé Roberto”, esclarecemos que não é correto afirmar que a única saída plausível em casos de calazar (leishmaniose visceral canina) é o sacrifício do animal.

Existem atualmente protocolos de tratamento e acompanhamento veterinário, regulamentados no Brasil, que podem ser adotados conforme avaliação clínica de um profissional habilitado.

Pedimos desculpas pela informação equivocada e reforçamos o compromisso do Jornal A Praça com a verdade, sempre.

 

Saiba mais

O calazar, ou leishmaniose visceral, é transmitido pela picada da fêmea do mosquito-palha (Lutzomyia longipalpis), infectado com o protozoário Leishmania chagasi. A doença não passa diretamente de cão para humano ou pessoa para pessoa; o mosquito pica um cão infectado (reservatório) e, posteriormente, transmite a infecção ao picar uma pessoa.

O mosquito-palha, um inseto que mede de 2 a 3 milímetros, com o corpo ligeiramente curvado para a frente era tipicamente rural, mas nas últimas duas décadas migrou para a zona urbana, onde o maior número de casos do calazar tem sido registrado. O flebótomo tem hábitos noturnos, alimenta-se de matéria orgânica (fezes de animais, frutas, lixo e outras matérias em decomposição, gosta de locais úmidos e escuros. É nesses locais onde ele deposita seus ovos para dar continuidade ao seu ciclo vital. Um mosquito flebótomo pode viver até 31 dias.

Enquanto o macho se alimenta de néctar das plantas, a fêmea flebótomo precisa de sangue para maturar seus ovos, mesma prática do mosquito Aedes aegypti, por isso é a fêmea dessas espécies a responsável pela picada em humanos ou animais para adquirir o sangue suficiente para desenvolver seus ovos.

MAIS Notícias
Mãe denuncia agressões contra filho autista em creche de Iguatu
Mãe denuncia agressões contra filho autista em creche de Iguatu

Uma denúncia de agressão contra o filho de Karoline Bezerra, uma criança de seis anos com transtorno do espectro autista - TEA, nível 3 de suporte e não verbal, está sendo investigada pela Polícia Civil em Iguatu. Segundo a mãe, a criança começou a apresentar...

0 comentários

Enviar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *