100 dias de gestão: O que o mercado imobiliário espera para os próximos meses

18/04/2025

É inegável que a gestão atual de nosso município tem enfrentado desafios, em razão dos bloqueios de recursos financeiros do nosso Iguatu. É também perceptível que esses bloqueios impactam diretamente nas tentativas de imprimir um processo de melhorias e conservação da nossa cidade. No entanto,  o  mercado imobiliário espera que nos próximos meses ocorram ações, que possam trazer melhorias em nossas vias urbanas  que há muito tempo estamos necessitando.

A cidade no último ano teve as suas vias urbanas abandonadas, uma vez que a realização de operações “tapa buraco” atendia apenas às solicitações de vereadores que exerciam influência junto ao poder executivo, abandonando desta forma um planejamento  que viesse a atender as demandas reais da população.

Com o recente lançamento do REFIS e a proximidade de lançamento do IPTU 2025, espera-se que a gestão possa investir esses recursos arrecados nas vias urbanas de nossos bairros, como é o caso entre outros do  altiplano I e II, Areias, Cajueiro, Fomento, além do Primavera que há mais de dez anos encontra-se totalmente abandonado pelas gestões de nosso município.

É preciso que se invista o dinheiro arrecadado no objeto para o qual o imposto ou taxa foi criado, como é a taxa de  iluminação pública  que por sinal já tem sido percebido melhorias em alguns poucos locais da cidade, embora continue um  verdadeiro caos na Avenida do Contorno que ora se encontra totalmente às escuras.

É necessário  que o prefeito Roberto Filho instale,  ao contrário de gestores anteriores, uma gestão transparente com a criação de portais que possibilitem ao cidadão, saber onde seu IPTU e sua taxa de iluminação pública estão sendo investidos, entre outros recursos utilizados pelo ente público municipal no seu dia a dia.

É inegável que a saúde tem melhorado como é o caso do atendimento do nosso hospital regional, com o aumento de médicos nos plantões, mutirão de cirurgias, entre outros procedimentos que nos faz ver que é a saúde que hoje mais se destaca na gestão. Mas é importante destacar que embora saibamos da sua  importância, bairros sem manutenção em vias  e com sujeira acumulada, além da falta de manutenção na sua pavimentação, podem ser responsáveis pelo aumento do atendimento médico naquele espaço hospitalar.

Uma cidade limpa e com ruas devidamente pavimentadas e iluminadas propicia expansão urbana, valorização imobiliária, além de mostrar a investidores que vale muito investir no município de Iguatu.

Por fim, existem no momento projetos reais de lançamentos em breve de mais de dois mil lotes, a serem ofertados em pelo menos 04 grandes loteamentos na nossa cidade, onde seus investidores aguardam um direcionamento de ações do ente público nas vias já existentes, para que esses projetos possam ganhar força e confiança por parte dos seus idealizadores, no sentido de acreditarem que é confiável investir no Iguatu, acreditando que é uma cidade que paga seus funcionários em dia, que cuida das ruas com eficiência e responsabilidade, propiciando desta forma renda e emprego  a todos os que aqui vivem ou chegam para morar.

Bom fim de semana!!!!!!

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Competências socioemocionais: a base para aprender Precisamos parar e refletir sobre uma questão fundamental da educação: não existe aprendizagem significativa sem equilíbrio entre competências cognitivas e socioemocionais. As competências cognitivas permitem acessar, compreender e reproduzir conhecimentos. Mas são as competências socioemocionais que ajudam o indivíduo a acessar, manusear e utilizar aquilo que aprende. O pesquisador Antonio Damásio demonstra, em seus estudos, que não podemos compreender o cérebro separado do corpo. Aprendemos aquilo que, de alguma maneira, faz sentido para nós. A emoção participa desse processo porque nosso organismo precisa reconhecer determinada informação como importante para direcionar atenção e recursos neurais a ela. Durante muito tempo, os papéis estavam mais definidos. A escola concentrava-se na formação cognitiva, enquanto a família oferecia uma base cotidiana de formação: tarefas domésticas, respeito aos mais velhos, cumprimento de horários, responsabilidades, limites e convivência. Hoje, essa divisão tornou-se mais complexa. Em muitas famílias, faltam papéis claros, regras consistentes, responsabilidades, rotina e convivência. E, quando essa base não existe, a escola acaba recebendo uma criança que precisa aprender conteúdos, mas que ainda não desenvolveu suficientemente as condições emocionais para aprender. O resultado aparece na dificuldade de esperar, ouvir, focar, negociar, lidar com o “não”, aceitar frustrações e persistir diante das dificuldades. Precisamos, portanto, tomar cuidado com uma educação baseada no excesso de proteção, mimos, facilidades e status. Quando os pais fazem tudo pelos filhos, evitam qualquer frustração e elogiam excessivamente beleza, inteligência, notas ou conquistas, podem, sem perceber, formar crianças mais dependentes da aprovação e menos dispostas a enfrentar desafios. O que devemos elogiar? O processo. Elogie o esforço, a dedicação, a disciplina, a determinação e a capacidade de tentar novamente. É aqui que encontramos a contribuição de Carol Dweck com a ideia do “ainda”: “Você ainda não conseguiu”; “Ainda não deu certo”; “Ainda não foi dessa vez”. Isso muda a relação da criança com o erro. O fracasso deixa de ser uma sentença e passa a ser parte do processo de aprendizagem. Precisamos também ensinar a criança a esperar, ceder, negociar, compartilhar, respeitar regras e lidar com a frustração. Essas experiências são treinamentos fundamentais de autorregulação emocional. Por isso, algumas frases precisam deixar de comandar nossas decisões: “Não quero que meu filho fique irritado comigo”; “Não quero que meu filho deixe de ser meu amigo”; “Não quero contrariá-lo”. O papel dos pais não é evitar todo desconforto. É oferecer pertencimento, segurança, clareza e direção. Se queremos crianças emocionalmente fortes e felizes, precisamos parar de educá-las para nunca sofrer e começar a educá-las para persistir, esperar, respeitar, negociar, assumir responsabilidades e continuar tentando. Afinal, o sucesso não é determinado apenas pela capacidade de acertar. Muitas vezes, ele é determinado pela capacidade de persistir quando ainda não deu certo.

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