Rapadura Culturarte 20 anos

29/06/2019

Professor Jorge Carvalho

Em um domingo, datado de 10 de julho de 1999, peguei alguns CDs de artistas caririenses e me dirigi à Rádio Comunitária São Francisco FM, 104,1, no horário das 19h. Era o operador de áudio, Paulo Robério, por sinal, excelente profissional (hoje reside em São Paulo). Dessa maneira, casualmente, começa a história do hoje conceituado Rapadura Culturarte.

Nesse primeiro momento, Rapadura Cultural. Imaginei: Balaio Cultural, Espaço Cultural… imaginando que as cidades caririenses, em sua maioria, surgiram, foram povoadas, cresceram economicamente, sob a influência dos engenhos de cana-de-açúcar. A palavra Rapadura caía bem para um programa de rádio na região de aspecto, de vertente cultural. Acredito que dois anos foi o espaço compreendido de veiculação, de apresentação, em horários diferentes do referido programa radiofônico. O slogan: “O doce do Cariri nas ondas do rádio”.

No ano de 2002, procurei o então presidente da Fundação Cultural J. de Figueiredo Filho, Cid Peixoto, levando-o a ideia de transferirmos, de apresentar o Rapadura, em praça. Fui atendido em tal solicitação e no dia 25 de maio de 2002 acontecia o primeiro Rapadura Cultural na Praça Siqueira Campos, no horário das 10h da manhã. A “ida” do programa de rádio para o espaço público apresentou como referência programa realizado pelo poeta repentista Chico Alves, na cidade de Iguatu, também aos sábados. Sanfoneiros, poetas, declamadores, repentistas… ali se apresentam naquela cidade do centro-sul cearense, no popular Abrigo Metálico, no centro da cidade. Ao presenciar, em vários momentos, o referido encontro poético/cultural, tive a ideia, o pensamento, de realizar em minha cidade acontecimento idêntico. Já estivemos em Iguatu, Fortaleza, Juazeiro do Norte e Barbalha. O projeto hoje abrange:

1 – “De Aderaldo a Patativa”, março, 14, Dia Nacional da Poesia.

2 – Medalha Chapeado Noventa.

3 – Medalha de Honra ao Mérito.

4 – Diploma de Honra ao Mérito e Gratidão 1 e 2.

5 – Malhação do Judas.

6 – Medalha Maria Caboré, 2012.

7 – “Viva o Cordel”, 2013.

8 – “Ao cair da tarde ao encanto de todos”, 2017.

Apresentamos na Rádio Educadora, no horário das 14h às 15h, no ano de 2013. Tendo o primeiro acontecido em 08/05/2013. Temos como patrono Frei Tito e madrinha Marielle (08/05/2018).

MAIS Notícias

Maria Isabelle Marcelino Matias*   A minissérie “Emergência Radioativa”, produzida por Gustavo Lipsztein e dirigida por Fernando Coimbra, está disponível na plataforma de streaming Netflix. A produção dramatiza o acidente com césio-137 em Goiânia (1987), com foco...

Lira dos 20 Anos e a Filosofia Socrática
Lira dos 20 Anos e a Filosofia Socrática

    “Meu pai não aprova o que eu faço, tampouco eu aprovo o filho que ele fez.”   Há frases que parecem nascer de uma conversa íntima, talvez de uma mesa de jantar, de uma adolescência inquieta ou de uma casa onde duas gerações se olham sem conseguir...

Competências socioemocionais: a base para aprender
Competências socioemocionais: a base para aprender

Precisamos parar e refletir sobre uma questão fundamental da educação: não existe aprendizagem significativa sem equilíbrio entre competências cognitivas e socioemocionais. As competências cognitivas permitem acessar, compreender e reproduzir conhecimentos. Mas são as...

0 comentários

Enviar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *