Os desafios de reduzir o consumo de álcool entre os adolescentes brasileiros

13/07/2022

Por Camily Siebra Biliu (Estudante)*

O romantismo foi um movimento artístico na Europa que chegou ao Brasil no final do século XVIII. Tinha como característica e hábito de seus adeptos o consumo exacerbado de álcool, a fim de escapar da realidade. De fato, esta forma de escapismo ainda é vista na atualidade, tendo os jovens como maiores praticantes.

A Organização Mundial da Saúde constatou, por meio de pesquisas, que mais de 3 milhões de pessoas morrem, por ano, de doenças decorrentes do abuso de bebidas alcoólicas. Sobre esse viés, em um mundo globalizado, onde tudo acontece com rapidez, o álcool tem se tornado, cada vez mais, uma válvula de escape para o cansaço e pressão exercida pelo trabalho e estudos.

Apesar de ser um vício, o consumo de álcool é, muitas vezes, um meio de socialização, principalmente entre os jovens, isso porque existe uma cultura, criada pela mídia, que mostra a ingestão de álcool como algo positivo. A partir dessa premissa, o ato de beber apenas em ocasiões especiais pode desencadear a dependência maior do produto, gerando transtornos e doenças fatais.

Portanto, cabe ao Ministério da Saúde desenvolver campanhas midiáticas que informem a população sobre os riscos a curto e longo prazo que o ato de consumir bebida alcoólica pode trazer ao indivíduo, e à sociedade, visando a conscientização principal dos jovens.  Ademais, cabe ao Ministério da Educação implantar campanhas em escolas e universidades, buscando conscientizar alunos sobre o consumo exacerbado de álcool. Desse modo, o público jovem terá o foco merecido, ganhando conhecimento sobre o assunto, tendo como resultado a diminuição das taxas de vício em bebidas alcoólicas, beneficiando a população como um todo.

*Texto produzido na Oficina de Redação do Professor José Roberto Duarte

MAIS Notícias

Maria Isabelle Marcelino Matias*   A minissérie “Emergência Radioativa”, produzida por Gustavo Lipsztein e dirigida por Fernando Coimbra, está disponível na plataforma de streaming Netflix. A produção dramatiza o acidente com césio-137 em Goiânia (1987), com foco...

Lira dos 20 Anos e a Filosofia Socrática
Lira dos 20 Anos e a Filosofia Socrática

    “Meu pai não aprova o que eu faço, tampouco eu aprovo o filho que ele fez.”   Há frases que parecem nascer de uma conversa íntima, talvez de uma mesa de jantar, de uma adolescência inquieta ou de uma casa onde duas gerações se olham sem conseguir...

Competências socioemocionais: a base para aprender
Competências socioemocionais: a base para aprender

Precisamos parar e refletir sobre uma questão fundamental da educação: não existe aprendizagem significativa sem equilíbrio entre competências cognitivas e socioemocionais. As competências cognitivas permitem acessar, compreender e reproduzir conhecimentos. Mas são as...

0 comentários

Enviar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *