Terminais Intermodais – O perigo da politização

19/07/2025

 

A rodovia TRANSNORDESTINA inquestionavelmente é um avanço sem precedentes para o nordeste brasileiro, representando desenvolvimento para uma região esquecida por tanto tempo, castigada pelas secas e por pessoas que dela se aproveitaram para piorar a situação de desgraça que infelizmente assolou esse território tão castigado. Aos poucos o nordeste vem se transformando e se mostrando capaz de superar desafios seculares, transformando algumas de suas regiões em expansões do agro, da indústria, do comércio e sobretudo da educação que se desponta como umas das melhores do Brasil.

A instalação da ferrovia do futuro, como alguns chamam a transnordestina, criou uma grande expectativa de desenvolvimento regional em algumas cidades, a partir da instalação de TERMINAIS INTERMODAIS que são um ponto de conexão onde diferentes modais de transporte como rodoviário, ferroviário, marítimo e aéreo, se encontram para a transferência de cargas. Ao longo da ferrovia são diversos terminais, inclusive alguns no nosso estado como é o caso de Quixeramobim, Iguatu, um na região do Cariri e nos parece 02 no Pernambuco.

É preciso que se deixe claro que embora seja uma atividade tipicamente empresarial, as lideranças políticas exercem a exemplo de outras atividades influências importantes num um contexto dessa natureza, mas notável ainda se deixar claro que a sua atuação deve-se pontuar nas ações periféricas, ou seja, na soma de ações para fortalecer as instituições na formação de mão de obra, com apoio financeiro para formar profissionais para atuarem na área dos terminais, alocando recursos para fortalecimento e preparação dessas instituições, bem como atuação junto ao governo estadual e federal para implantação de infraestrutura para os referidos terminais, como estradas de acesso de qualidade, crédito para implantação de infraestrutura de galpões, máquinas, entre outros equipamentos e suprimentos.

Na Seara do terminal propriamente dito o papel não será político e sim empresarial, até para não confundir política e empreendimento o que como a água e o óleo jamais se unirão por razões, intenções, e funções diferentes.

Recentemente vimos em alguns lançamentos de terminais eventos muito mais políticos do que empresariais, o que por si só já começou errado, onde a figura política apareceu mais do que quem de fato irá investir recurso e gerar emprego e renda que é o empresário.

No caso de nossa cidade ao contrário do que muitos pensam, o nosso terminal já se encontra bastante adiantado, uma vez que conforme noticiado amplamente há meses atrás, dois empresários de nossa cidade estão à frente do empreendimento, os quais têm trabalhado em todos os detalhes para que tudo ocorra conforme planejado. Renato Maia e Eugerio Queiroz adotaram a estratégia juntamente com a empresa responsável pela implantação do terminal, de trabalhar sem alarde ou marketing de explosão, tendo como foco apenas no resultado de qualidade por meio de um planejamento bem realizado.

Essa semana tive a oportunidade de conversar com o empresário Eugério Queiroz, e pude perceber que estamos muito à frente daqueles que se adiantaram no “dizer antes de fazer”, sendo que provavelmente seremos o primeiro terminal a ser inaugurado na rodovia, uma vez que aqueles empresários já compraram, pagaram, e já começaram a receber mais de 450 toneladas de equipamento para serem utilizadas no terminal.

Diante de toda a politização que tem se feito nos caminhos dessa importante rodovia do seu início até o porto do Pecém, é importante que tenhamos muito cuidado com os rumos que venhamos a enfrentar, uma vez que como destaquei a política e a atividade empresarial precisam reconhecer a importância dos seus papéis, cada uma de forma distinta e em seu devido espaço de atuação.

Bom fim de semana!!!!

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Competências socioemocionais: a base para aprender Precisamos parar e refletir sobre uma questão fundamental da educação: não existe aprendizagem significativa sem equilíbrio entre competências cognitivas e socioemocionais. As competências cognitivas permitem acessar, compreender e reproduzir conhecimentos. Mas são as competências socioemocionais que ajudam o indivíduo a acessar, manusear e utilizar aquilo que aprende. O pesquisador Antonio Damásio demonstra, em seus estudos, que não podemos compreender o cérebro separado do corpo. Aprendemos aquilo que, de alguma maneira, faz sentido para nós. A emoção participa desse processo porque nosso organismo precisa reconhecer determinada informação como importante para direcionar atenção e recursos neurais a ela. Durante muito tempo, os papéis estavam mais definidos. A escola concentrava-se na formação cognitiva, enquanto a família oferecia uma base cotidiana de formação: tarefas domésticas, respeito aos mais velhos, cumprimento de horários, responsabilidades, limites e convivência. Hoje, essa divisão tornou-se mais complexa. Em muitas famílias, faltam papéis claros, regras consistentes, responsabilidades, rotina e convivência. E, quando essa base não existe, a escola acaba recebendo uma criança que precisa aprender conteúdos, mas que ainda não desenvolveu suficientemente as condições emocionais para aprender. O resultado aparece na dificuldade de esperar, ouvir, focar, negociar, lidar com o “não”, aceitar frustrações e persistir diante das dificuldades. Precisamos, portanto, tomar cuidado com uma educação baseada no excesso de proteção, mimos, facilidades e status. Quando os pais fazem tudo pelos filhos, evitam qualquer frustração e elogiam excessivamente beleza, inteligência, notas ou conquistas, podem, sem perceber, formar crianças mais dependentes da aprovação e menos dispostas a enfrentar desafios. O que devemos elogiar? O processo. Elogie o esforço, a dedicação, a disciplina, a determinação e a capacidade de tentar novamente. É aqui que encontramos a contribuição de Carol Dweck com a ideia do “ainda”: “Você ainda não conseguiu”; “Ainda não deu certo”; “Ainda não foi dessa vez”. Isso muda a relação da criança com o erro. O fracasso deixa de ser uma sentença e passa a ser parte do processo de aprendizagem. Precisamos também ensinar a criança a esperar, ceder, negociar, compartilhar, respeitar regras e lidar com a frustração. Essas experiências são treinamentos fundamentais de autorregulação emocional. Por isso, algumas frases precisam deixar de comandar nossas decisões: “Não quero que meu filho fique irritado comigo”; “Não quero que meu filho deixe de ser meu amigo”; “Não quero contrariá-lo”. O papel dos pais não é evitar todo desconforto. É oferecer pertencimento, segurança, clareza e direção. Se queremos crianças emocionalmente fortes e felizes, precisamos parar de educá-las para nunca sofrer e começar a educá-las para persistir, esperar, respeitar, negociar, assumir responsabilidades e continuar tentando. Afinal, o sucesso não é determinado apenas pela capacidade de acertar. Muitas vezes, ele é determinado pela capacidade de persistir quando ainda não deu certo.

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