Sinalização urbana: uma demanda urgente!

16/08/2025

 

Nesses últimos dias a Prefeitura de Iguatu tem intensificado a sinalização horizontal de nossa cidade, em especial ruas centrais e comerciais. Na nossa análise isso tem ocorrido porque dá maior visibilidade inclusive para os nossos visitantes, mostrando uma cidade organizada e com trânsito bem orientado, o que não deixa de ser uma excelente prática de gestão.

É importante destacar, entretanto, que há a necessidade de reinstalar a sinalização vertical para melhor orientar as pessoas, o nosso trânsito e o fluxo normal da cidade, uma vez que em muitas ruas já não existe mais placas informativas/indicativas, causando uma certa desorientação quando se procura por endereços.

Aliás, seria importante também, levando em consideração atualmente o fluxo de pessoas e veículos nos bairros residenciais, que a prefeitura criasse um projeto para atender as demandas de sinalização nesses espaços, seja de sinalização vertical e horizontal.

É importante ressaltar que além da normatização do regramento de trânsito, essencial nos dias atuais em qualquer via urbana, que essa ação previne acidentes e facilita o fluxo deixando a cidade com referências educativas no que se refere a sinalização visual.

A sinalização urbana, por ter um condão educativo, precisa ser encarada como uma ferramenta de gestão contínua, com pautas assíduas e pontuais para que a sociedade possa se utilizar continuadamente, visando enfrentar a problemática existente em especial no enfrentamento aos acidentes que diariamente assolam o brasil, ocupam leitos e impactam no orçamento público.

Nesse sentido, uma das ferramentas de gestão pública disponível é a educação de trânsito nas escolas do município, que por consequência traria conhecimento já desde as séries iniciais às nossas crianças, criando naquelas o hábito de conhecer e respeitar as regras de trânsito, possibilitando desta forma uma nova forma de ver a educação urbana nas cidades.

Bom fim de semana!!!!

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Competências socioemocionais: a base para aprender Precisamos parar e refletir sobre uma questão fundamental da educação: não existe aprendizagem significativa sem equilíbrio entre competências cognitivas e socioemocionais. As competências cognitivas permitem acessar, compreender e reproduzir conhecimentos. Mas são as competências socioemocionais que ajudam o indivíduo a acessar, manusear e utilizar aquilo que aprende. O pesquisador Antonio Damásio demonstra, em seus estudos, que não podemos compreender o cérebro separado do corpo. Aprendemos aquilo que, de alguma maneira, faz sentido para nós. A emoção participa desse processo porque nosso organismo precisa reconhecer determinada informação como importante para direcionar atenção e recursos neurais a ela. Durante muito tempo, os papéis estavam mais definidos. A escola concentrava-se na formação cognitiva, enquanto a família oferecia uma base cotidiana de formação: tarefas domésticas, respeito aos mais velhos, cumprimento de horários, responsabilidades, limites e convivência. Hoje, essa divisão tornou-se mais complexa. Em muitas famílias, faltam papéis claros, regras consistentes, responsabilidades, rotina e convivência. E, quando essa base não existe, a escola acaba recebendo uma criança que precisa aprender conteúdos, mas que ainda não desenvolveu suficientemente as condições emocionais para aprender. O resultado aparece na dificuldade de esperar, ouvir, focar, negociar, lidar com o “não”, aceitar frustrações e persistir diante das dificuldades. Precisamos, portanto, tomar cuidado com uma educação baseada no excesso de proteção, mimos, facilidades e status. Quando os pais fazem tudo pelos filhos, evitam qualquer frustração e elogiam excessivamente beleza, inteligência, notas ou conquistas, podem, sem perceber, formar crianças mais dependentes da aprovação e menos dispostas a enfrentar desafios. O que devemos elogiar? O processo. Elogie o esforço, a dedicação, a disciplina, a determinação e a capacidade de tentar novamente. É aqui que encontramos a contribuição de Carol Dweck com a ideia do “ainda”: “Você ainda não conseguiu”; “Ainda não deu certo”; “Ainda não foi dessa vez”. Isso muda a relação da criança com o erro. O fracasso deixa de ser uma sentença e passa a ser parte do processo de aprendizagem. Precisamos também ensinar a criança a esperar, ceder, negociar, compartilhar, respeitar regras e lidar com a frustração. Essas experiências são treinamentos fundamentais de autorregulação emocional. Por isso, algumas frases precisam deixar de comandar nossas decisões: “Não quero que meu filho fique irritado comigo”; “Não quero que meu filho deixe de ser meu amigo”; “Não quero contrariá-lo”. O papel dos pais não é evitar todo desconforto. É oferecer pertencimento, segurança, clareza e direção. Se queremos crianças emocionalmente fortes e felizes, precisamos parar de educá-las para nunca sofrer e começar a educá-las para persistir, esperar, respeitar, negociar, assumir responsabilidades e continuar tentando. Afinal, o sucesso não é determinado apenas pela capacidade de acertar. Muitas vezes, ele é determinado pela capacidade de persistir quando ainda não deu certo.

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