Conhecendo os termos técnicos do mercado imobiliário

29/08/2025

Na semana passada trouxemos aqui informações a respeito da matrícula de imóvel, mostrando as principais informações que nela constam e que constituem desta forma a vida daquele prédio comercial, casa residencial ou terreno seja ele urbano ou rural.

Após a publicação muitos leitores nos pediram para trazermos informações a respeito de alguns termos técnicos, que são usualmente utilizados no mercado imobiliário durante os procedimentos realizados nos imóveis seja na comercialização, regularização ou outros procedimentos.

Nesse sentido trazemos aqui os principais procedimentos para os quais trazemos as explicações necessárias para o perfeito entendimento dos nossos leitores.

.  Loteamentos – Projeto urbanístico que consiste na divisão de um terreno maior (gleba) em lotes menores, com a criação de novas vias públicas (ruas, calçadas) e a implantação de infraestrutura básica (água, esgoto, energia elétrica), com o objetivo de destinar esses lotes à construção de edificações, sejam residenciais, comerciais ou industriais;

.  Áreas Verdes – São espaços destinados em loteamentos para preservação de áreas existentes, quando da escolha do terreno para implantação da expansão urbana por meio do loteamento;

.  Áreas Institucionais- São áreas reservadas pelo loteador ao poder público, para que este possa implantar equipamentos públicos como praças, posto de saúde entre outros equipamentos;

.  Desmembramento – é a divisão de uma propriedade ou terreno em partes menores (lotes), sem a necessidade de criar novas ruas ou infraestrutura, aproveitando o sistema viário já existente;

.  Retificação de Área – É um procedimento que visa corrigir informações sobre a área de um imóvel registradas na matrícula, para que correspondam à realidade física do terreno;

.  Servidão de Passagem – é um direito real que permite que um imóvel (“serviente”) suporte uma passagem ou infraestrutura para outro imóvel (“dominante”), desde que haja utilidade para este último, como o acesso à via pública, água ou o transporte de animais e veículo

Desta forma, esses termos são usualmente utilizados no mercado imobiliário e são imprescindíveis o seu conhecimento para a boa compreensão de todos que laboram nesse espaço profissional, bem como para aqueles que tem curiosidade em conhecer termos técnicos desse mercado tão presente na vida das pessoas.

Bom fim de semana!

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Competências socioemocionais: a base para aprender Precisamos parar e refletir sobre uma questão fundamental da educação: não existe aprendizagem significativa sem equilíbrio entre competências cognitivas e socioemocionais. As competências cognitivas permitem acessar, compreender e reproduzir conhecimentos. Mas são as competências socioemocionais que ajudam o indivíduo a acessar, manusear e utilizar aquilo que aprende. O pesquisador Antonio Damásio demonstra, em seus estudos, que não podemos compreender o cérebro separado do corpo. Aprendemos aquilo que, de alguma maneira, faz sentido para nós. A emoção participa desse processo porque nosso organismo precisa reconhecer determinada informação como importante para direcionar atenção e recursos neurais a ela. Durante muito tempo, os papéis estavam mais definidos. A escola concentrava-se na formação cognitiva, enquanto a família oferecia uma base cotidiana de formação: tarefas domésticas, respeito aos mais velhos, cumprimento de horários, responsabilidades, limites e convivência. Hoje, essa divisão tornou-se mais complexa. Em muitas famílias, faltam papéis claros, regras consistentes, responsabilidades, rotina e convivência. E, quando essa base não existe, a escola acaba recebendo uma criança que precisa aprender conteúdos, mas que ainda não desenvolveu suficientemente as condições emocionais para aprender. O resultado aparece na dificuldade de esperar, ouvir, focar, negociar, lidar com o “não”, aceitar frustrações e persistir diante das dificuldades. Precisamos, portanto, tomar cuidado com uma educação baseada no excesso de proteção, mimos, facilidades e status. Quando os pais fazem tudo pelos filhos, evitam qualquer frustração e elogiam excessivamente beleza, inteligência, notas ou conquistas, podem, sem perceber, formar crianças mais dependentes da aprovação e menos dispostas a enfrentar desafios. O que devemos elogiar? O processo. Elogie o esforço, a dedicação, a disciplina, a determinação e a capacidade de tentar novamente. É aqui que encontramos a contribuição de Carol Dweck com a ideia do “ainda”: “Você ainda não conseguiu”; “Ainda não deu certo”; “Ainda não foi dessa vez”. Isso muda a relação da criança com o erro. O fracasso deixa de ser uma sentença e passa a ser parte do processo de aprendizagem. Precisamos também ensinar a criança a esperar, ceder, negociar, compartilhar, respeitar regras e lidar com a frustração. Essas experiências são treinamentos fundamentais de autorregulação emocional. Por isso, algumas frases precisam deixar de comandar nossas decisões: “Não quero que meu filho fique irritado comigo”; “Não quero que meu filho deixe de ser meu amigo”; “Não quero contrariá-lo”. O papel dos pais não é evitar todo desconforto. É oferecer pertencimento, segurança, clareza e direção. Se queremos crianças emocionalmente fortes e felizes, precisamos parar de educá-las para nunca sofrer e começar a educá-las para persistir, esperar, respeitar, negociar, assumir responsabilidades e continuar tentando. Afinal, o sucesso não é determinado apenas pela capacidade de acertar. Muitas vezes, ele é determinado pela capacidade de persistir quando ainda não deu certo.

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